Outubro de 2019 é o pior em casos de dengue já registrado em Minas. Só no mês passado, o Aedes aegypti fez 1.396 vítimas. Neste ano, são mais de 484 mil notificações prováveis – soma das confirmações e suspeitas da doença – e 153 mortes. Os números mostram que o Estado entrou na temporada de chuva, quando a proliferação do mosquito é maior, sem trégua no avanço da enfermidade – apesar da estiagem.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Até então, o outubro com mais registros foi em 2015, com 1.287 doentes. Já a epidemia mais severa ocorreu em 2016, com 519 mil infectados e 208 óbitos.

Alerta

“Por causa da chuva e do calor, Minas Gerais entra em novo alerta”, frisou Márcia Ooteman, coordenadora do Programa Estadual de Doenças Transmissíveis pelo Aedes, da SES. Ela reforça que, a partir de dezembro, começa um novo ciclo do vírus. Apesar dos elevados números de outubro, a servidora disse que os registros de dengue vêm caindo desde junho.

Segundo ela, o Executivo investirá em campanhas para orientar a população sobre os cuidados para se evitar os criadouros do Aedes.

Minas Gerais é o Estado campeão em notificações de dengue em 2019, conforme o Ministério da Saúde

Balanço

As 153 mortes deste ano ocorreram em 47 municípios. O dado, porém, pode aumentar. O levantamento da secretaria aponta que 94 óbitos suspeitos seguem em investigação.

BH tem as maiores taxas de infectados e vidas perdidas. A capital teve 118.071 casos, sendo que 29 pessoas não resistiram.

Em Formiga, o último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) realizado no mês passado, apontou risco médio para epidemia da doença com infestação predial de 2,1. O resultado foi mais baixo em relação a outubro de 2018 que apresentou infestação de 2,5. Apesar do resultado, o setor de Controle de Endemias alerta a população, pois o maior número de focos do Aedes foi encontrado em residências. “É importante que a população continue atenta, pois estamos vindo de uma temporada de seca e, com o início das chuvas, o risco só aumenta”,  comentou o coordenador do setor de Controle de Endemias, Carlos Antônio de Castro.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta para cuidados básicos: não deixar água parada em recipientes, deixar garrafas que estão ao ar livre de boca para baixo, recolher pneus que estejam expostos ao tempo e não acumular lixo. “A essa altura é de conhecimento comum as formas de combate à proliferação do Aedes aegypti, que além da dengue também transmite a zika e a chikungunya. O importante agora é que as pessoas se conscientizem que se cada um fizer a sua parte seremos muito mais bem-sucedidos no combate a essas doenças”, finalizou Antônio Carlos.  

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Hoje em Dia