Até abril deste ano, Minas Gerais registrou 435 casos notificados de caxumba, sendo que dois surtos foram confirmados nas regiões Sudeste e Sul. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que informou que em 2015 foram 3.502 casos no Estado.

A doença provoca inchaço, dor nas laterais do pescoço e o vírus se transmite por vias respiratórias como na gripe. A enfermidade pode afetar qualquer pessoas, mas pode ser facilmente prevenida por meio da vacina.

As doses, segundo a SES, estão disponíveis nos postos de saúde. Além da caxumba, a vacina Tríplice viral imuniza contra o sarampo e a rubéola.

Como vacinar

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, a primeira dose da vacina Tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses de idade. Aos 15 meses, correspondendo à segunda dose contra a doença, deve ser aplicada uma dose da vacina Tetraviral.

Após essa idade, a vacina Tríplice viral é também administrada em duas doses, dos 2 aos 19 anos, com intervalo de 30 dias entre as doses, e em dose única, dos 20 aos 49 anos. Quem já se vacinou ou já teve a doença uma vez, tem proteção garantida ao longo da vida.

“Alguns estudos referem que a eficácia da vacina Tríplice viral na prevenção de casos de caxumba em crianças e adolescentes que receberam uma dose é de aproximadamente 64%. Já para quem recebeu duas doses, a eficácia varia de 83% a 88%. Sendo assim, diante do aumento de casos notificados, ficou evidente que uma única dose da vacina não seria suficiente para alcançar altos níveis de proteção. Isto levou à mudança no calendário vacinal em todo o território brasileiro”, a coordenadora de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Tatiane Bettoni.

Transmissão

Segundo a médica pediátrica da Coordenação de Imunização da SES, Regina Coeli Magalhães Rodrigues, a caxumba pode ocorrer em todas as faixas etárias, não sendo exclusiva para crianças.

“A caxumba é uma doença transmitida pelo contato direto do indivíduo suscetível com a pessoa infectada, por meio de gotículas de secreção via transmissão respiratória. Apesar de se tornar mais frequente no inverno, quando as pessoas permanecem em ambientes mais fechados, ela pode ocorrer em qualquer época do ano”, afirma.

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Hoje em Dia