Semblantes tranquilos e discursos otimistas. Há um ano, quando a crise financeira mundial abalou a indústria automobilística nacional, o comportamento dos presidentes das principais montadoras do país era exatamente o oposto. Na época, dedos nervosos tentavam traçar saídas para a forte queda das vendas, que despencaram de 239,2 mil unidades em setembro de 2008 para 177,8 mil unidades em outubro do mesmo ano. Agora, com 308,7 mil unidades emplacadas em setembro (nível recorde), os executivos afirmam que o susto passou e apostam em crescimento nas vendas de automóveis e comerciais leves de até 6% no próximo ano, ao considerar que 2009 fechará com 3 milhões de carros licenciados.
O quadro positivo leva em conta o aumento dos preços dos carros, que sofrerão reajustes em breve devido ao fim da redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e ao aumento dos custos de produção.
A previsão mais otimista vem do presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall. Segundo ele, o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves irá crescer entre 3% e 6% no próximo ano. O alemão foi o único que não freou a produção no período de tensão. O resultado foi a liderança no segmento de automóveis, com 473.809 unidades vendidas até agora.

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