A demora da Prefeitura para solucionar problemas rotineiros tem sido alvo de críticas e reclamações da população.
Uma moradora da rua Nicodemos Buenos dos Santos, no bairro Alvorada, relatou que no dia 31 de dezembro, em decorrência de uma forte chuva, uma moita de bambu localizada nos fundos da casa dela caiu no quintal.
Como nesses casos, o proprietário não pode podar ou cortar árvores sem autorização da Secretaria de Gestão Ambiental, a Prefeitura foi solicitada por várias vezes para solucionar o problema e até o momento, nada foi feito.
De acordo com a moradora Margarete Carvalho, a família já fez planos de construir um muro, e até de instalar uma piscina no local, mas é impossível por causa do bambuzal que ocupa um grande espaço da área externa da casa.
?No dia do ocorrido, fez muito barulho e levamos muito susto. Se cortarmos os bambus teremos problema. Aparecem macacos, insetos e animais peçonhentos aqui. Já procuramos a Prefeitura para tentar solucionar o problema e até agora nada?, explicou.
A moradora relatou ainda, que antes das eleições de 2012, o prefeito Moacir Ribeiro, durante sua campanha, esteve na casa dela e disse que se fosse eleito, que tomaria providências de imediato sobre o bambuzal. ?Ficamos esquecidos. Até evitamos deixar minha mãe de 85 anos no quintal para evitar acidentes?.
Na Prefeitura, a informação sobre o caso, enviada por meio de nota é de que ?O representante do proprietário da residência esteve na Secretaria de Gestão Ambiental e solicitou que fossem disponibilizados servidores para fazer o corte dos bambus que caíram sobre o muro do imóvel. Diante do exposto, foi informado ao representante do proprietário que a secretaria não disponibiliza servidores para fazer poda ou corte de vegetais em terrenos particulares, mas que ele estava autorizado a cortar somente os bambus que caíram sobre o muro. Os demais deveriam ser preservados porque protegem o barranco onde estão localizados?.
Em entrevista, Margarete garantiu que a liberação para o corte nunca foi dada, nem por meio de documento, nem verbalmente, e que se tivesse ocorrido, a família não manteria tamanho espaço do quintal ocupado pelos bambus.

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