Uma pesquisa feita pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) constatou que em pequenos municípios brasileiros, a despesa com a Câmara Municipal, por pessoa, é 70% maior que nas grandes cidades. Um exemplo dessa realidade pode ser verificado no município de Córrego Fundo. Cada um dos nove vereadores recebe salário de R$ 4 mil e se reúnem a cada 15 dias para debater os projetos da cidade.

Muitos moradores reprovam a situação da Câmara. “Os vereadores deveriam ganhar menos. Inclusive eles brigam por causa de política porque ganham muito. Se ganhassem só um salário, ninguém queria”, afirma a dona de casa Maria de Paula Queiroz. Mas tem gente que defende a remuneração e está de acordo com a forma de trabalho dos legisladores. É caso do jardineiro Beltrão de Melo. “Se eu tivesse lá eu votaria pra ganhar mais. Não acho que isso atrapalha a população”.

A cidade tem pouco mais de seis mil habitantes e conta com apenas dois postos de saúde. Segundo os moradores, falta medicação e a marcação de exames é cada vez mais difícil. Muitos acreditam que os gastos com o custo da Câmara poderiam ser destinados para melhoria dos serviços prestados na cidade.

O presidente da Câmera Diequisson Rite de Cunha afirma que os trabalhos dos vereadores não se restringem apenas às reuniões ordinárias. Ressaltou que eles não se encontram somente em duas sessões ordinárias por mês, já que há um projeto chamado Câmara Itinerante, em que os vereadores visitam localidades rurais. Ele disse, ainda, que os edis estão sempre reunidos, inclusive, nos fins de semana para resolver demandas da cidade.

 

Fonte: G1 ||

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