Cerca de 100 pessoas compareceram ao protesto organizado pela Associação de Moradores e Amigos dos Bairros Ouro Verde, Jardim Montanhês, Rosa Mística e José Branco (Amab) na tarde de sábado (29).
A manifestação partiu das obras da creche, paralisadas há mais de um ano, e que se transformaram em ponto para uso de drogas e de prostituição, sendo o principal motivo de revolta de quem mora no bairro, que tem ainda problemas de segurança e infraestrutura. ?Há casos de estupro nessa construção, e eles não vão fazer nada??, denunciou a costureira, Cirlene de Almeida.
Os vereadores Cabo Cunha, Luciano Duque e Arnaldo Gontijo estiveram presentes ao protesto e garantiram que, dentro de suas possibilidades, tomarão medidas para que o problema seja solucionado. ?Eu volto a dizer que a solução é trancar a pauta de votações da Câmara, e vou propor mais uma vez que isso seja feito?, disse o vereador Cabo Cunha.
O ex-vereador Cid Corrêa, que tem acompanhado as reclamações dos moradores, disse que, em consenso com a comunidade, foi estabelecido um prazo de 30 dias para que Moacir Ribeiro tome alguma atitude em relação ao bairro. ?Nós decidimos que se esse prazo for descumprindo e uma resposta não for dada, vamos colocar a população na porta da Prefeitura para se manifestar?, comentou Cid.
Durante cerca de uma hora, os moradores expuseram suas insatisfaçõese, pelas ruas, pediam o apoio de mais gente. ?Moro aqui desde quando fundou o bairro e para melhorar, precisamos da participação dos Moradores?, disse a moradora Maria Francês Castro.
Rua Vereador Celso Fernandes Souto
Alvo de muita reclamação dos moradores é a ruaVereador Celso Fernandes Souto. O presidente do bairro Marcelo Fernandes diz que a via conta como rua calçada e que foi liberada verba e já foi fixada no local, placa que dava ciência sobre a obra e o valor investido. Mas o calçamento nunca ocorreu.
Parte do material que chegou a ser depositado na rua para fazer o meio fio, hoje é utilizado como ?rampas? para que os moradores possam tirar seus veículos das garagens.
?Esse aqui é outro absurdo nesse bairro. Onde foi parar o dinheiro para calçar essa rua??, questiona Marcelo.

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