Na noite desta segunda-feira (29), moradores de Oliveira fizeram um protesto durante a reunião dos vereadores. Eles se reuniram em frente à Câmara Municipal e manifestaram insatisfação por conta da última votação dos parlamentares, quando decidiram manter os salários em R$ 3.435,07.

Antes de começar a sessão, os manifestantes usaram apitos, bateram em panelas, mostraram cartazes informando que não aceitam a manutenção no salário dos vereadores. Eles querem a redução salarial. Depois, todos entraram no plenário que ficou lotado. Durante a sessão, alguns parlamentares foram vaiados.

A pauta que discutia reajuste nos salários já havia sido adiada por duas vezes e foi votada na sessão de segunda-feira passada (22), quando foi aprovada por nove votos favoráveis e três contrários. A nova proposta não foi apresentada anteriormente e, além disso, foi negado pedido de vista do vereador Leonardo Leão. Diante disso ele propôs nesta segunda-feira a abertura de um requerimento para anular a votação que manteve o salário. O pedido dele foi aceito pela mesa diretora.

“Se não der certo o requerimento, nós vamos recolher mais assinaturas, vamos de casa em casa, pegar o título de eleitor, não vamos parar por aqui”, disse a organizadora da manifestação, Cristiane de Sá.

Proposta de redução

O presidente da Casa, Venício dos Santos, havia proposto redução dos salários para um salário mínimo. Contudo, ele mesmo voltou atrás e votou a favor da permanência do atual salário para o exercício de 2017 a 2020.

“Deixamos de ser representantes do povo para sermos representantes de nós mesmos. Um pedido de vista, que nada mais é que um tempo maior para avaliar a proposta, nunca foi negado na história da Câmara”, disse o vereador Leonardo Leão.

A população lotou o plenário no dia da votação dos salários, para acompanhar a discussão sobre a provável redução dos salários para R$ 880. Essa foi a última proposta feito pelo presidente da Casa. Entretanto na primeira reunião do ano, no dia 1º de fevereiro, a Casa propôs aumento nos salários para R$ 5.064,45. Foi pedido urgência na votação, mas não foi votado na ocasião.

 

 

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Fonte:

G1