O homem de 28 anos que morreu após ser infectado pelo vírus da influenza A (H1N1) em Botucatu, a 238 km de São Paulo, tinha obesidade mórbida. Segundo o secretário de Saúde da cidade, Carlos Macharelli, a obesidade tem como um de seus reflexos a dificuldade de respiração, o que pode ter acelerado a piora da doença.
Foi a segunda morte pela doença registrada em São Paulo e a quarta no país. De acordo com o Hospital de Clínicas de Botucatu, o paciente passou a apresentar febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal em 1º de julho.
A Secretaria de Estado da Saúde afirma que ele procurou o serviço médico no sábado (4), quando foi internado. Na terça (7), seu quadro clínico se agravou e foi necessária internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI), onde morreu três dias depois, na sexta-feira (10).
Ainda não foi confirmado como o homem contraiu a doença, mas, segundo a família da vítima, o rapaz havia viajado para Ubatuba, no litoral de São Paulo, onde teve contato com turistas argentinos e chilenos.
A cidade deverá tomar os cuidados necessários quando ocorre um caso local. ?Vai ter uma reunião estadual das vigilâncias sanitárias dos municípios que ele percorreu. Eles serão notificados, e as pessoas com quem ele entrou em contato devem ser procuradas? , disse Carlos Macharelli.
O hospital onde a vítima ficou internada informou que, durante a internação, foram investigadas doenças como pneumonia bacteriana grave, hantavirose, leptospirose, influenza A e histoplasmose aguda.
Casos no Brasil
A primeira vítima da doença no Brasil foi um caminhoneiro gaúcho de 29 anos, que faleceu em junho. Na última sexta-feira (10), foi confirmada a morte de uma menina moradora de Osasco, em São Paulo. A terceira morte foi anunciada na segunda-feira (13): um menino de 9 anos, morador da cidade de Sapucaia do Sul (RS). O menino morreu em 5 de julho, em Porto Alegre, mas o resultado da análise laboratorial que confirma o contágio só saiu na segunda.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira (10), chega a 1.027 o número de registros da doença provocada pelo vírus Influenza A (H1N1), desde os primeiros casos de infecção verificados no Brasil, no dia 8 de maio.

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