O ex-deputado e vice-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Agostinho Patrús, morreu ontem em São Paulo, aos 68 anos. O ex-presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na 13ª Legislatura, de 1995 a 1997, estava internado no hospital paulista Sírio-Libanês para tratamento de um câncer e morreu devido à falência múltipla de órgãos. O parlamentar deixa viúva a médica Orcanda Andrade Patrús e os filhos Agostinho Patrús Filho, que é deputado estadual (PV), Breno Andrade Patrús e Lucas Andrade Patrús. O corpo de Patrús chegou à ALMG, proveniente de São Paulo, na noite de ontem. O velório está sendo realizado no salão nobre da Assembléia e o sepultamento, marcado para as 16h, será no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.
Deputado por seis legislaturas consecutivas (da décima à 15ª Legislaturas, entre 1983 e 2007), Agostinho Patrús nasceu em Belo Horizonte, em 24 de setembro de 1939. Formado pela Faculdade de Medicina da UFMG em 1966, foi eleito presidente da Associação Médica de Minas Gerais em 1977 e reeleito em 1980. Seu primeiro cargo público foi o de secretário adjunto da Secretaria de Estado da Saúde, em 1981, no governo Francelino Pereira.
No ano seguinte, candidatou-se a deputado estadual, elegendo-se para a 10ª Legislatura (1983-87), quando teve atuação destacada nas áreas de saúde e educação. Reeleito para as cinco legislaturas seguintes, alternou o exercício do mandato parlamentar com o desempenho de vários cargos no Poder Executivo estadual.
Na Assembléia, foi presidente das comissões de Proteção e Defesa do Consumidor (1987-88), de Saúde (1985), e de Educação (1989). Foi também vice-presidente das comissões de Saúde e Ação Social (1983-84), de Ciência e Tecnologia (1985-86), e de Defesa do Consumidor (1989-90). Na 12ª Legislatura (1991-95), no governo Hélio Garcia, foi eleito para o cargo de primeiro-secretário da Mesa para o período de 1991-92. Ainda nesse mandato foi líder do chamado Blocão, de apoio ao governo. Assumiu a presidência da Casa na 13ª Legislatura (1995-97), no primeiro biênio do governo Eduardo Azeredo.
No Poder Executivo, Patrús foi, além de secretário-adjunto de Estado da Saúde no governo Francelino Pereira, secretário de Estado da Casa Civil (1997-98), no governo Eduardo Azeredo, e secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas (2003-06), no primeiro mandato do governador Aécio Neves. Recentemente, foi indicado para o cargo de diretor vice-presidente da Cemig, pelo governador do Estado. Entre suas inúmeras condecorações, estão as medalhas do Mérito Legislativo, da Inconfidência, Carlos Chagas, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek. Desde 2005, estava filiado ao PFL (atual DEM).
Na política, deixa o filho Agostinho Célio como seu sucessor, eleito pelo Partido Verde. Agostinho Filho está no primeiro mandato, eleito com 99.805 votos.

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