A jovem Cristiana Aparecida Dornellas, de 27 anos, morreu durante o parto do filho no último sábado (18), em Bambuí. De acordo com informações repassadas pela família, houve negligência durante o procedimento, já que ela teve um parto normal forçado mesmo necessitando de uma cesariana. A criança sobreviveu ao parto.
A família alegou que a cesariana não foi feita porque o anestesista estava em Belo Horizonte, informação confirmada pela Secretaria de Saúde de Bambuí, que credita a responsabilidade de se forçar o parto normal no lugar da cesariana ao médico que atendeu a parturiente.
?O município de Bambuí tem um anestesista contratado para atender a todos os pacientes, entretanto, no dia do parto, ele se ausentou sem justificativa para a Secretaria de Saúde (..).O médico entendeu que o quadro da paciente evoluiu rapidamente para um parto normal e fez a cirurgia. Ou seja, a decisão foi tomada exclusivamente por ele, o que não cabia a nenhuma autoridade pública questionar, uma vez que se tratou de uma decisão médica e técnica e não de gestão pública de saúde. Reiteramos que, apesar da ausência, todos os profissionais necessários estavam devidamente contratados, ou seja, a parte que cabia ao município foi feita.? , informou a administração municipal de Bambuí.
Cristina Dornellas foi ao hospital Nossa Senhora do Brasil na quinta e sexta-feira passadas (16 e 17) sentindo fortes dores, voltou ao local na manhã de sábado, dia em que faleceu. A parturiente não tinha dilatação para o parto normal e a família cogitou a necessidade de uma cesariana. Os outros dois filhos do casal nasceram de parto cirúrgico pelo mesmo motivo de a gestante não ter dilatação.
O caso foi tratado como uma fatalidade, mas as investigações estão asseguradas. ?O que podemos fazer neste primeiro momento é pedir desculpas, caso tenha havido realmente alguma negligência médica (fato este que já está sob investigação). Garantimos também que todas as medidas jurídicas necessárias serão tomadas, caso seja confirmada a possibilidade de erro médico?, finalizou a administração municipal por meio de uma nota oficial.

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