Metade dos municípios mineiros ainda está sem estoque do remédio Oseltamivir (vendido com o nome de Tamiflu) usado para o tratamento da gripe A (H1N1), mesmo com os medicamentos já disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Neste ano, foram confirmados 41 casos da doença em Minas. Desses, 15 não resistiram e morreram. Mais um óbito está sob investigação pela secretaria.
A SES distribuiu 2,7 milhões de caixas de Tamiflu às 28 regionais do Estado. Cada caixa tem dez comprimidos, quantidade considerada adequada para o tratamento de um paciente. O subsecretário da SES, Maurício Botelho, também ressaltou que o universo distribuído às regionais é suficiente para suprir toda a demanda do Estado, o problema é que ainda existem municípios que não solicitaram seus remédios à secretaria.
A questão foi discutida em uma reunião ontem de manhã, na sede da SES, com a presença de representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems). Criamos um call center para cobrar dos municípios que ainda não têm as medicações para solicitarem às regionais da secretaria, disse Botelho. Fica a cargo de cada município recolher sua parte no estoque, sendo que o montante destinado a cada cidade varia de acordo com a população.
Ainda durante a reunião, o subsecretário determinou que em cada município exista um profissional de saúde de referência para obtenção dos remédios. Em cidades muito pequenas, pode acontecer de ter só um centro de saúde que não funcione 24 horas, é preciso, então, que tenha um local ou uma pessoa com quem os outros possam obter o medicamento em caso de urgência.

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