Em agosto passado, a prefeitura de Nova York (EUA), inaugurou o centro que serve como prévia do museu e do monumento que a cidade está construindo em memória das vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. As portas foram abertas em 26 de agosto, a poucos metros do Marco Zero de Manhattan.
A entidade que supervisiona o prédio no qual serão lembrados os quase de três mil mortos, há exatos oito anos, abriu um centro no qual quem se aproximar das imediações do World Trade Center poderá gravar seu testemunho sobre onde estava e como soube do ataque terrorista. As gravações poderão ser vistas depois no museu e serão uma das principais atrações de um lugar que, a partir de hoje, já é um ponto de peregrinação de todos os turistas que queiram lembrar o que aconteceu em 11 de Setembro.
Apesar dessa inauguração, uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac, em Connecticut, revelou que os nova-iorquinos estão um pouco céticos sobre a reconstrução do marco zero. Muitos deles sequer dizem acreditar que algum elemento relevante do novo World Trade Center esteja pronto para o décimo aniversário dos ataques que destruíram as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001.
A pesquisa foi divulgada em 28 de agosto. Entre os entrevistados, 53% consideram que o processo de reedificação da área vai mal ou muito mal. Por outro lado, 40% percebem que a reconstrução vai muito bem ou bem. Entre os moradores de Manhattan, 63% consideram que as tarefas de recuperação do marco zero vão mal ou muito mal. Um total de 61% não crê que a primeira fase do monumento que será erguido em memória das vítimas esteja pronta em 2011, no décimo aniversário dos ataques, como pretendem as autoridades.
Um em cada quatro entrevistados afirmou que o ritmo de reconstrução do marco zero os faz sentir vergonha de ser nova-iorquinos, o que representa a percentagem mais elevada desde 2006, quando a universidade começou a fazer tal pergunta

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