Não está nada fácil a vida de grande parte dos prefeitos que, só eles sabem por quais motivos, respondem atualmente a inúmeros processos que tramitam no Judiciário, alguns destes bem mais antigos do que se pensa. Algumas destas ações se arrastam desde à época da campanha eleitoral que precedeu a escolha de alguns deles e outras, como dito, são herança de mandatos anteriores, até mesmo em cargos diferentes do que ocupam atualmente.

Só para ficarmos aqui na região, Campo Belo, Piumhi, Córrego Fundo e Formiga, são exemplos que se enquadram nesta realidade.

Quem não se lembra do ‘senta… levanta’, entre vencedores e vencidos que se revezaram na cadeira de primeiros mandatários de seus municípios na conhecida guerra das liminares?

Na semana passada mesmo, ali na vizinha Piumhi, grande fornecedora de mão de obra “especializada” para Formiga, em setores da administração pública, o então prefeito Craidinho, que já havia por algumas vezes cedido lugar, ainda que por curtos espaços de tempo, ao seu adversário Deco do Stalo, numa ação em que é acusado de Improbidade Administrativa, acabou substituído (ao menos até agora, enquanto recorre da decisão), por seu vice, José Cirineu da Silva. Interessante que correligionários de Deco, garantem que se a Justiça for célere, há ainda a possibilidade dele, o Deco, assumir novamente o comando da cidade.

Em Campo Belo, Córrego Fundo, nada de diferente. A morosidade do Judiciário pode, quem sabe, fazer com que alguns retornem ao poder, ainda que no apagar das luzes desta administração. A grande pergunta é: Por que procrastinar tanto, decisões desta importância? Resposta: Simplesmente porque a lei tem que ser observada e como quem as faz, são os políticos… Ao Judiciário cabe apenas zelar pelo seu cumprimento!

Aqui em Formiga, nosso prefeito, só nos últimos meses, deve ter sido notificado da existência de pelo menos umas seis ou sete ações que de certa forma colocariam em risco seu mandato eletivo, caso o rito a que as mesmas se submetem, fosse menos “elástico”.

Fica difícil para o cidadão comum entender que alguém, que responde a processos por improbidade administrativa, possa permanecer no cargo, com a chave do cofre e o poder administrativo nas mãos, enquanto é investigado! A lei, evidentemente, ainda que feita por políticos, uma hora tem que ser modificada, é óbvio. Sem isso, não se moraliza a “coisa”. A chamada reforma política, se fosse mesmo para valer, deveria começar com ações simples como esta. Se ficha suja não pode ser candidato é evidente que em casos como estes, o afastamento do investigado, ainda que lhe garantindo a remuneração enquanto dure a investigação, é o mínimo que deveria ocorrer. Numa investigação, ainda que administrativa, que envolva funcionários públicos, estes não são afastados? Então…

 

Coringa neles!

Circulou ontem (25), bem cedo, a informação de que com a saída repentina da secretária adjunta Maiára de Freitas – que segundo nota oficial pediu exoneração -, haveria uma mudança radical na Secretaria de Saúde. A atual secretaria ocuparia o cargo de adjunta e a chefia da importante pasta caberia agora ao conhecido “Coringa” deste governo, o não menos competente, Gonçalo Faria.

É claro que nosso editor tentou confirmar com os diretamente envolvidos, mas, como sempre ocorre nestes casos, o mistério é mantido. Mas, analisando a resposta obtida junto a Secretaria de Comunicação do município, sinceramente, a dúvida se desfez. Confiram:

“Ainda não há qualquer definição a respeito de quem ocupará o cargo de secretário adjunto de Saúde. A substituição segue em estudo na Prefeitura”.

Pois bem, acreditamos que um dos dois terá o salário reduzido. Quem será o felizardo?

 

 

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