Segunda, dia 7, às sete da noite ali na Praça Ferreira Pires, mais precisamente no plenário da Câmara, quem lá estiver poderá, quem sabe, matar saudades das duas senhoras e daqueles oito senhores que, na condição de edis, lá estarão prestando contas à diligente plateia, do quanto trabalharam nestas últimas semanas em favor deste município.

A julgar pelo que se viu postado nas redes sociais, os tradicionais críticos de plantão sofreram bastante com a total abstinência daqueles assuntos, relevantes ou não, que antes das “merecidas” férias lhes serviam de mote para as infindáveis discussões em grupo, onde as redundâncias se proliferavam e tornavam o papo interminável.

Mas ainda assim, aquelas discussões, eivadas ou não de críticas mais ou menos ácidas, a nosso ver, eram saudáveis se vistas como forma de um exercício mais livre de manifestação democrática.

Interessante lembrar que, de certa forma, aquele clima de insatisfação quase sempre alimentado pela evidente divisão de grupos no Legislativo, se de um lado atrasou a condução de projetos de importância vital para o funcionamento menos traumático do município; por outro, por mais paradoxal que possa parecer esta linha de raciocínio, foi o que atraiu para aquela Casa as atenções do povão e livrou o Executivo de acabar sendo pautado como o prato predileto no cardápio dos críticos. Isto, apesar da letargia que, por várias razões, tem atrasado a implementação de ações por parte do chefe do poder que, certamente, sabia ser elas mais que urgentes e desejadas pela população.

E o tempo foi passando e agora, neste segundo semestre, são muitos os projetos que tramitando na Casa há muito tempo, precisarão sair das gavetas, pois, sem suas aprovações, todos sabemos, dificilmente o Executivo poderá no próximo ano se ver livre da incômoda situação de só poder contar com recursos financeiros, desde que vindos através das tais emendas parlamentares e/ou daquelas legais, popularmente conhecidas como carimbadas. Recurso para livre aplicação, a rigor, nenhum!

Experiente, o prefeito tem dito que aceita e aplaude a ajuda de todo e qualquer deputado, estadual ou federal, desde que este carreie para o município valores que lhe permitam cumprir, ao menos em parte, o que prometeu em campanha.

Tal posicionamento é coerente e ao que tudo indica agrada e muito os senhores vereadores que tradicionalmente se valem deste expediente para apoiarem os “doadores do dinheiro público”, o que no final das contas é de grande valia para alavancar suas próprias reeleições.  É o “dá lá toma cá”, onde a moeda principal é o voto do eleitorado!

Porém, acreditamos que, tão importante quanto a implementação desta prática será aprovar ou não, projetos que visam permitir a melhora da arrecadação municipal. Como exemplo, citamos o que reajusta a Planta de Valores; o que redefine a forma de cobrança do imbróglio da Iluminação Pública; o que permite ou não a continuidade da velha prática de fazer da administração pública um grande cabide de empregos; o que ordena o caos do trânsito formiguense; o que regula o uso de veículos públicos e tantos outros que, certamente se aprovados como propostos, a exemplo do que ocorre na esfera federal acabarão sacrificando e muito os bolsos já combalidos dos contribuintes.

E aí, exatamente nesta hora é que o povão, o que vota, saberá quem está ali para defendê-lo ou simplesmente fazendo valer o compromisso firmado por nada menos que 22 partidos que eles de alguma forma representam, com a atual administração.

O problema é que a moeda de troca no campo político, todo mundo conhece e sabe como funciona. Numa comparação até certo ponto exagerada, ousamos dizer que bom mesmo será se não nos esquecermos daquilo que esta semana tivemos como comprovação de como pensam e agem certos políticos: “Mirem-se no exemplo do Temer” e verifiquem como e quanto cada cargo no governo dele, assim como no dos demais, vale na hora deles, os que dizem nos representar, votarem!

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