Juliana Cipriani / Estado de Minas

Em visita ao Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que não há previsão de uma vacina contra a dengue ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (Sus) e pediu à população que ajude a combater o mosquito Aedes aegypti. Segundo ele, o mosquito é um transmissor universal e novas epidemias podem atingir o Brasil, independentemente das Olimpíadas que começam no mês que vem.

Ricardo Barros disse que sua pasta investiu R$ 300 milhões no desenvolvimento de uma vacina que já está em fase de testes com humanos. Ele lembrou que já há uma vacina de uma empresa francesa homologada, mas ela ainda não foi aprovada pelo Comitê de Novas Tecnologias (Conitec). “Se for aprovada no Conitec dependerá de recursos orçamentários, mas, neste momento, não há nenhuma previsão de incorporação de vacina da dengue no SUS”, disse.

Olimpíadas

Segundo o ministro, o perigo para novas epidemias no Brasil não é a olimpíada, mas o Aedes aegypti. “Ele transmite qualquer tipo de vírus, então há sim risco que novos vírus (chegue) – veio dengue, veio chikungunya e zika e poderá vir um novo, por isso a prioridade do ministério é combater o mosquito”, disse.

Questionado sobre o que o governo pode fazer para prevenir novas doenças, Ricardo Barros pediu ajuda. “Precisamos q cada cidadão nos ajude no combate ao Aedes aegypti, porque ele é o transmissor universal de vários vírus. Então, se nód combatermos o mosquito, vamos combater todas essas endemias que estão afligindo a população brasileira”, disse.

Sobre a realização dos jogos olímpicos no Brasil, Ricardo Barros disse que o país cumpriu todas as obrigações e está preparado com leitos e antídotos para qualquer acidente.

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