Para se enfrentar problemas há que se escolher dentre as disponíveis, a melhor e mais adequada solução! Esta é uma regra básica que todo e qualquer gestor, seja ele de nível médio, superior ou até mesmo sem qualquer classificação obtida nos bancos escolares, precisa conhecer e respeitar.
Um pedreiro, um servente de obras, um “meia-colher” ou um engenheiro, logicamente sabem que parede fora do prumo, uma vez erguida, mais cedo ou mais tarde é séria candidata ao desmoronamento.
Da mesma forma, sabem que um aterro mal compactado, sem impermeabilização e desprovido de curvas de nível ou de outras formas capazes de evitar a infiltração de água de chuva em seu topo ou de canaletas que a conduza de forma ordenada, evitando o carreamento do material que o recobre, da mesma forma, um dia trás sérios problemas, em especial se lá embaixo, na sua saia, houver uma área que deva ser preservada.
E, pensando lá no “probleminha” conhecido como buracão do Água Vermelha que pela inércia do poder público somada às providências totalmente descabidas ali aplicadas, se transformou em um problemão; hoje, precisamos comemorar a lucidez de alguns que conseguiram demolir a ideia de outros colegas administradores que, para combater chamas – ainda que subterrâneas – pretendiam instalar no entorno delas, a céu aberto, material de fácil combustão, como pneus e escoras de madeira.
Assim é que, segundo fomos informados, o tal arrimo, projetado e mostrado à população do bairro como solução inovadora, agora será construído com pedras (gabiões). Menos mal, mas ainda assim é importante questionar: será que antes do despejo que ali se fez de muitas toneladas de terra, sua (a do arrimo) construção seria necessária? Se não, como explicar para a população pagante de impostos que ela agora terá que arcar com tais custos?
Eh… Parece-nos claro que certos cargos públicos não podem ou não devem ser ocupados simplesmente sob a ótica do atendimento de alguns compromissos políticos.
E aqui, é preciso saudar a vinda de um competente professor para ocupar a pasta do meio ambiente.
Ele, ao que sabemos, além de reconhecida capacidade técnica, naturalmente contará com mais recursos para evitar que problemas corriqueiros não mais vigorem naquela importante secretaria que, além da limpeza urbana, do recolhimento e disposição do lixo aqui produzido, dos cuidados com nossos rios e nascentes, com a obrigação de promover a educação ambiental; a de zelar por nossa flora e fauna muitas e outras a ela delegadas, precisa manter em perfeito funcionamento o nosso Aterro Sanitário que, não faz muito tempo, era considerado como o “top 10”, no estado de Minas, servindo de modelo para outros do país.
Por falar nele, (o aterro) senhor secretário, hoje lá, com a balança (uma de suas principais ferramentas) sem funcionar a meses e o que é pior, com dois tratores de esteira também parados por falta de manutenção, prepare-se pois, a persistir situações como estas, apesar de todo o seu cabedal de conhecimento, a nova tarefa não será de fácil execução!
Boa sorte e aqui torcemos para que desta feita, o Mestre, tenha mais sucesso que os discípulos!

Imprimir

Comentários