Pelo menos 50 presos do Pavilhão 1 da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, incluindo integrantes do PCC, foram transferidos nesse sábado (4) para outras unidades do Estado. A informação inicial é de que o numero poderia chegar a 90.

De acordo com informações da Rádio Itatiaia, a operação surpresa, para evitar sequestros e fugas, começou no início da manhã quando quatro caminhões de celas e 12 viaturas chegaram à unidade.

A informação é que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) planeja uma mudança de perfil para a Penitenciária, que deve virar uma unidade de trabalho e deixar de ser de segurança máxima.

Os presos considerados mais perigosos, incluindo do PCC, devem ser transferidos principalmente para unidades de Formiga, e de Francisco Sá, na região Norte. Essas unidades devem passar, no futuro, a serem oficialmente consideradas as de mais segurança no estado.

Segundo a Itatiaia, mesmo tendo a informação sobre a transferência desde o início da manhã, aguardou para veicular para não atrapalhar a operação. Mesmo assim, questionada sobre o motivo da transferência, a Sejusp, por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen), respondeu que não comenta sobre transferências de presos antes ou durante seu andamento, para preservar a segurança dos policiais penais e dos próprios detentos.

Posteriormente, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública enviou nota à rádio se posicionando sobre a transferência dos presos. “A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), esclarece que as transferências de presos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria para outras unidades prisionais do Estado, efetuadas na manhã deste sábado (4/7), foram realizadas em decorrência de questões de segurança. A Sejusp ressalta que transferências fazem parte da rotina do sistema prisional, seguindo o planejamento de gestão de vagas no Estado e sendo observados todos os cuidados de proteção em relação à covid-19.”

Fonte: Rádio Itatiaia

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