Com a data de entrega reprogramada para ocorrer em setembro de 2016, as obras da Estação de Tratamento de Esgoto e Estação Elevatória (ETE) de Formiga, ainda caminham a passos lentos. Em 8 meses, as obras avançaram muito pouco. Se comparados os números registrados em matéria produzida pelo portal em outubro de 2015, quando o veículo obteve a informação de que 39% do cronograma estavam concluídos, com algo em torno de 50% de obras realizadas atualmente, segundo a mesma fonte, o que se pode afirmar é que; sem medo de errar, o prazo previsto para entrega da Estação de Tratamento, mais uma vez não será cumprido.

O jornal tem acompanhado de perto os avanços na construção da ETE, mas mesmo com a continuidade dos repasses feitos pelo Ministério das Cidades que até agora já repassou mais de R$5 milhões à Prefeitura, o que se nota é que o progresso no cronograma de construção é de fato, mínimo.

Para o engenheiro responsável pela obra, Luís Augusto Paradinha Rego, da Lamar Engenharia, o atraso na liberação das verbas disponibilizadas pelo governo federal; a não disponibilização em tempo hábil pelo município da parcela referente à contrapartida e o período chuvoso do início do ano, são causas do descumprimento do cronograma previsto no contrato, que já teve seu prazo de conclusão prorrogado.

O projeto global da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) prevê a construção de 14 tanques, quatro decantadores secundários e oito leitos de secagem, totalizando 43.500 m² de construção.  Orçada inicialmente em R$ 10.261.606,86, a obra teve início em 2 de setembro de 2013, quando a conclusão dos serviços estava prevista para ocorrer em 2 de março de 2015.

Ainda que a empresa conseguisse concluir a obra neste prazo, todo o esforço dispendido teria sido em vão, pois, a ETE não poderá entrar em funcionamento sem que antes estejam concluídos os dos serviços de captação dos esgotos (interceptores) nas margens dos rios Formiga, Mata Cavalo e tributários.

Esta obra, implantação da rede de captação dos esgotos, esteve a cargo das empresas Pantheon Engenharia e Soenge Construtora Ltda e, sabidamente, não foi concluído. Tal obra está paralisada há mais de três anos quando foi abandonada pela Soenge. Exemplificando: ainda faltam as elevatórias; um extenso muro de arrimo que precisa ser erguido nas imediações da ponte de ferro; captação e construção de redes junto a tributários; além dos reparos que deverão ser feitos e de alto custo, pelas péssimas condições que visivelmente se constatam nos PVs e sobre a rede enterrada (que volta e meia causa problemas na pavimentação), anunciando que o serviço feito e já pago, talvez por falta de uma eficaz fiscalização, certamente exigirá reparos demorados e onerosos antes de sua entrada em funcionamento.

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