Em 1989 houve o Consenso de Washington. Foi uma reunião de agências econômicas (FMI, BID, Banco Mundial, etc.), principalmente dos EUA e de alguns outros governos.
O Capitalismo estava se esvaindo; estava com seus dias contados. Era preciso reinventá-lo. E tornar a sua reinvenção aceitável, palatável. E como convencer a comunidade internacional a aceitar esta outra proposta?
Nas ideias deles, seria preciso colocar os pobres, cada vez mais, nas mãos dos ricos.
Portanto, retirar direitos trabalhistas, acabar com a Previdência, colocar a saúde nas mãos dos Planos de Saúde, direcionar a educação para as escolas particulares; retirar subsídios das Escolas Federais, minguar o salário mínimo; privatizar tudo o que for possível, até os presídios.
E qualquer reação cidadã contra essas medidas deveria ser reprimida com violência.
Era preciso acabar igualmente com indígenas e quilombolas.
Quem não aderisse, como aderiram os ex-presidentes Collor e Fernando Henrique, seriam taxados de atrasados e “dinossauros”.
Pequenos e médios proprietários rurais somente sobreviveriam se “modernizassem”, na visão deles.
A Economia, ou melhor, o Mercado, deveria estar acima da Política, deveria comandar a Política.
A Política precisa de votos; quem tem votos são os pobres, a maioria.
Para acabar com os pobres, é preciso acabar com a Política. Impedir, dentro ou fora da Lei, que políticos ligados ao povo sejam eleitos. Será preciso colocar neles a pecha de comunistas, ignorantes e incompetentes.
E mais: é preciso que o povo se torne desiludido com a Política.
Apoiar candidatos que sejam ricos, atrevidos e “maludos”, como foi o ex-presidente Collor. Este ex-presidente colocou um enorme elefante dentro de uma sala, quebrando e estragando tudo, para defender a ideia do Estado Mínimo, que o Consenso de Washington defendia e defende.
Tudo deve ser privatizado. Se não houvesse a reação do ex-presidente Itamar Franco, o também ex, Fernando Henrique, teria privatizado Furnas. Mas ele privatizou a Vale do Rio Doce e as Teles, por preços irrisórios.
Falam-se agora em novas rodadas de privatizações. O Neoliberalismo volta a atacar.
Já estou ouvindo e vendo pré-candidatos colocando suas ideias claramente neoliberais. E a grande Mídia está com eles.
Mas eu pergunto, e esta é a finalidade deste artigo: é isto que vamos querer para 2018?

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