Adolf Hitler, líder da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, apresentou sua análise das causas da crise econômica pós a Primeira Guerra Mundial, nas páginas 169 a 209, do seu livro “Minha Luta” (Adolf Hitler; tradutor Klaus Von Puschen, São Paulo: Centauro, 2001).

Hitler cita estar a Alemanha errada ao reclamar de ter sido a perda da Primeira Guerra Mundial a causa das dificuldades econômicas. As causas eram internas, de índole ética e racial, e o exército é uma das principais vítimas dessa decadência. O alemão estava fraco e a educação formava jovens maleáveis e fracos, não incentivou o esporte, a ginástica, valores morais de responsabilidade, de vontade e de decisão.

Considerou serem os judeus e marxistas traidores, mentirosos e caluniadores. Eles dominavam a imprensa, quebravam o espírito de resistência e incentivavam o povo a adorar o dinheiro e, com isso, perder o amor à pátria.

A pobreza moral, o desleixo, a corrupção dos costumes e a mercantilização das relações fez decrescer o número de casamentos e aumentar doenças, como a sífilis. Além disso, a economia internacionalizava, aumentava o proletariado e enfraquecia a economia agrícola.

O governo não adotou ações para fortalecer o povo e não colocou a liberdade individual a serviço da conservação da raça.

Esse seu pensamento embasou toda a sua forma de governar, seja em ter um governo com um quadro forte de militares, seja ao exterminar os seus escolhidos inimigos da pátria (judeus, socialistas e marxistas), seja por pregar a pureza da raça ariana e a exclusão das demais.

A Alemanha perdeu a Segunda Guerra e foi também derrotada toda forma de eliminação de indivíduos, por razões éticas e raciais.

É importante estudar o passado para não cometer os mesmos erros no presente.

Atualmente, após a chegada ao poder de populistas, como Donald Trump, tivemos a volta de discursos eivados de mensagens de discriminação e de ódio, colocando a causa dos problemas econômicos na migração, na globalização, na perda de valores morais, negando a existência de aquecimento global, etc.

Nesse contexto, o Brasil tem um governo populista, alinhado e admirador de Trump e dos Estados Unidos. Coloca a culpa dos problemas atuais do Brasil na ideologia, na perda de valores morais e familiares, exalta a ditadura de direita e condena as de esquerda, tem apego a discursos de lei e ordem para combater o crime, não respeita os direitos humanos, nega a existência do aquecimento global.

É preciso ter moderação ao tratar de assuntos tão complexos. É verdade que, para o Brasil melhorar, é necessário ter um povo com valores morais e físicos fortes, combater o crime em todas as suas formas, facilitar o empreendedorismo, mas sempre com o respeito à diversidade de pensamento, de raças, de credos, de gênero, enfim, sem exclusão de determinados segmentos da população e adotar políticas públicas para amenizar os problemas sociais.

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