Como previsto por alguns, de nada ou muito pouco valeram os esforços e o dispêndio de recursos na tentativa de que, por intermédio de ações pouco ou nada convincentes, se promovesse a retirada das algas que proliferaram na Lagoa do Fundão.
Uma das primeiras ações do atual governo foi a de se arregimentar forças, expertises e recursos para que no menor tempo possível se conseguisse alcançar tal intento.
E foi nesta onda que com o auxílio de alguns políticos, ao que se sabe, gente pouco versada nas questões inerentes a problemas ambientais, mas que por aqui aportaram ofertando os serviços “0800” dos técnicos de Furnas Centrais Elétricas que, a um toque da varinha de condão, quem sabe, em alguns dias, conforme foi noticiado, resolveriam o problema que atazanava e ainda atazana a vida dos formiguenses que acreditaram na história de que nossa Praia Popular, um dia voltaria a contar com o principal atributo indispensável a qualquer praia, seja ela de água doce ou salgada. Isto tanto faz, desde que ela, a principal atração se apresente livre de bactérias e de outras infestações que a tirem dos limites aceitáveis dos parâmetros de balneabilidade.
Infelizmente, ou talvez por excesso de crença nos conhecimentos teóricos que via de regra não se coadunam com as informações adquiridas através de experiências já vividas e acumuladas pelos mais velhos, estes quase nunca detentores de títulos acadêmicos, mas que tendo sido formados na escola da vida, foram capazes de prever o resultado que agora se configura.
Nosso vasto espelho d’água se transformou em um jardim aquático onde “zilhões” de mini-flores anunciam que, em breve, teremos ali a multiplicação exponencial das sementes que lançadas no terreno mais que fértil, lá embaixo, um dia estarão cá em cima, na forma conhecida por todos e que, mal combatida, se multiplica, se multiplica…
Disto tudo nos resta a certeza de que, quem sabe, numa outra batalha que certamente ali será realizada, nossos dirigentes se lembrem que em casos como este, o mais recomendável é se atacar a causa, não os efeitos.
Afinal de contas, como dizia o Joelmir Betting, “a natureza não se defende; ela se vinga”.
Que as gerações futuras não sejam penalizadas pela nossa incompetência, é o mínimo que podemos esperar. Desistir jamais, persistir no erro, nunca mais!!!

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