O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS) assumiu oficialmente nesta segunda-feira (30), a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto em Divinópolis.

De acordo com a Prefeitura, a nova direção começou o processo de transição da equipe.

Detalhes desta nova gestão serão divulgados em uma coletiva de imprensa agenda para esta terça-feira (1º). Na ocasião, participarão representantes do IBDS e Prefeitura.

O IBDS foi a organização que apresentou o menor preço para gerir a unidade, que até então estava sob a direção da Santa Casa de Formiga.

Contrato

O contrato com a nova gestora da UPA foi homologado em julho. Um dos termos do contrato prevê que o custo com funcionários seja arcado pela IBDS e não mais pela Prefeitura, como ocorria na direção da Santa Casa.

Na ocasião, o secretário de Saúde, Amarildo de Sousa, explicou o porquê da mudança. “O custeio dos servidores efetivos da Prefeitura, da forma como era no antigo contrato, tem o valor mais alto quando se compara com os que serão contratados agora”, disse o secretário.

O assunto causou polêmica, e no dia 10 de julho o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste de Minas Gerais (Sintram) divulgou que havia impetrado um mandado de segurança para que servidores municipais não fossem transferidos depois que a nova gestão assumisse.

Mudança

A UPA era administrada pela Santa Casa de Caridade de Formiga. No entanto, devido a uma crise financeira enfrentada pela Santa Casa, a prestação de serviços na UPA em Divinópolis foi afetada por várias vezes.

O contrato com a Santa Casa e a Prefeitura de Divinópolis estava previsto para encerrar em setembro deste ano. Desde o fim de 2018, a instituição havia divulgado a impossibilidade de renovação do contrato.

Problemas na UPA

Nos últimos anos denúncias de prestação de serviço precária, filas, falta médicos, vagas e atendimento demorado foram divulgados pela imprensa.

Diante da situação, a Câmara Municipal fez em dezembro de 2017 a publicação de uma portaria que determinou a criação de uma CPI para apurar denúncias de irregularidades na gestão da Unidade.

Em abril de 2018, um relatório feito pela Comissão de Saúde da Câmara de Divinópolis apontou a existência de diversas irregularidades na estrutura física da UPA.

No dia 14 de novembro de 2018, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Prefeitura de Divinópolis realizaram uma reunião em que ficou definido que a Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis (Semusa), teria 30 dias para apresentar um plano com soluções para os problemas.

No final de novembro do mesmo ano, os médicos da UPA Padre Roberto iniciaram uma Operação “Tartaruga”. Eles reivindicavam o pagamento de salários atrasados. Somente casos de urgência e emergência, classificados pelo protocolo de Manchester com as cores amarelo, laranja e vermelho, eram atendidos.

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Fonte:

G1