A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse nesta segunda-feira (18) que o governo vai propor, em dez dias, uma reforma na lei sobre armas.

Segundo ela, a iniciativa tem apoio dos três parceiros da coalizão – Partido Trabalhista da Nova Zelândia, Primeiro Partido da Nova Zelândia e Partido Verde.

A proposta ocorre após o ataque duplo às mesquitas, em Christchurch, no qual 50 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas. O governo prepara um memorial nacional em homenagem às vítimas.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern (Arquivo/TVNZ/via REUTERS/direitos reservados)

Segundo a primeira-ministra, um inquérito investigará os ataques terroristas de Christchurch. O comissário de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, confirmou que o atirador agiu sozinho, mas pode ter tido apoio.

“Acreditamos que havia apenas uma pessoa responsável por isso”, disse Bush, que não descartou o apoio de outras pessoas e disse que era “uma parte muito importante da nossa investigação”.

Facebook diz que removeu 1,5 milhão de vídeos do ataque

O Facebook divulgou nesse domingo (17) que nas primeiras 24 horas após os ataques removeu 1,5 milhão de vídeos em todo o mundo que mostravam a ação do assassino. Ainda de acordo com a empresa, 1,2 milhão foram bloqueados ainda antes de serem publicados. O terrorista fez um transmissão ao vivo do ataque.

“Por respeito às pessoas afetadas por esta tragédia e as preocupações das autoridades locais, também estamos removendo todas as versões editadas do vídeo que não mostram conteúdo explícito”, diz comunicado postado no Twitter e assinado por Mia Garlick, representante da rede social na Nova Zelândia.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse que as redes sociais devem responder sobre seu papel na retirada de conteúdos depois que o massacre de Christchurch foi transmitido ao vivo pelo Facebook.

“Fizemos o que pudemos para retirar imagens que circularam após o ataque terrorista. Mas, ao final, depende destas plataformas facilitar a retirada. Acredito que há várias questões que merecem uma resposta”, disse Ardern em entrevista coletiva.

Assassino é acompanhado por policiais durante sua apresentação à corte do Distrito de Christchurch, na Nova Zelândia (Foto: Mark Mitchell/New Zealand Herald/Pool)

Ardern disse também que entrou em contato com a chefe de operações do Facebook. Perguntada sobre se a rede social deveria parar o serviço de streaming, Ardern disse que esta é uma questão que quer discutir com o Facebook. “É uma questão que afeta muito além da Nova Zelândia, mas isto não significa que não possamos ter um papel ativo na busca de soluções”, afirmou.

No sábado (16) – domingo na Nova Zelândia – subiu para 50 o número de mortos dos ataques em Christchurch. O comissário de polícia da Nova Zelândia Mike Bush afirmou que uma nova vítima foi encontrada no processo de remoção de corpos das duas mesquitas, que só terminou na noite de sábado. Outras 48 pessoas foram feridas, sendo que 20 delas se encontravam em estado grave.

Além disso, Bush explicou que, dos três detidos na sexta em relação ao atentado, dois foram liberados por não terem relação com o caso. “No momento, só uma pessoa foi acusada em relação a esses ataques”, afirmou o comissário da polícia neozelandesa.

Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças. Os nomes ainda não foram divulgados oficialmente por autoridades neozelandesas, mas famílias confirmam alguns deles à imprensa desde a sexta.

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