A insuficiência cardíaca, uma doença que mata milhões de pessoas em todo mundo anualmente, no Brasil é umas das principais causas de hospitalização, responsável por mais de 30% das internações cardiovasculares.

O prognóstico desses pacientes piora muito em cada internação, ou seja, quantas vezes esse paciente for internado mais ela denota a gravidade e evolução da sua doença com incríveis 50% de mortalidade em 5 anos – note bem, metade desses pacientes irá morrer nesse período.

Uma grande percentagem desses pacientes (24%), retorna ao hospital nos primeiros 30 dias da alta hospitalar. Para se ter uma ideia da gravidade dessa doença, 24% deles irão morrer nos primeiros 90 dias da alta hospitalar.

É de conhecimento da comunidade médica, os termos insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), ambas de alta mortalidade.

Um termo denominado remodelamento reverso do ventrículo esquerdo, foi um achado importante nesses estudos clínicos, que conseguiram demonstrar que essas novas drogas conseguiram reduzir o volume ventricular (melhorando a dilatação cardíaca) e também melhorando a força de ejeção do ventrículo esquerdo, com redução na mortalidade desses pacientes e com uma melhora na qualidade de vida. Estudos mais antigos em pacientes portadores de insuficiência cardíaca não conseguiram demonstrar essa reversão por períodos mais prolongados.

Recentemente, um painel de especialistas do Colégio Americano de Cardiologia revisou a biologia do remodelamento reverso do ventrículo esquerdo e a evolução clínica natural dos pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção recuperada (ICEFrec ), estabelecendo as diretrizes para definir, diagnosticar e tratar os pacientes com essa nova entidade clínica.

Esse documento de consenso definiu a insuficiência cardíaca com fração de ejeção recuperada (ICEFrec) como uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo inicial (número que o ecocardiograma mostra muito bem e que denota a qualidade da contração ventricular) menor que 40%; seguida de uma melhora na fração de ejeção maior ou igual a 10% ou uma segunda medição com uma fração de ejeção maior que 40% .

         
Os pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção recuperada devem ser acompanhados em intervalos curtos, devido ao risco da recorrência da insuficiência cardíaca. 

Fonte: Portal Uai

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