Novas informações sobre a rumorosa prisão do ex-provedor

O ex-provedor da Santa Casa, Dr. Geraldo Magela Antunes Couto continua preso na Penitenciária Regional de Formiga.

O ex-provedor da Santa Casa, Dr. Geraldo Magela Antunes Couto continua preso na Penitenciária Regional de Formiga.

Atualizada às 15h20 de quinta-feira (30)
RELEMBRANDO:
Conforme informamos e de acordo com o promotor de Justiça da 3ª Promotoria de Formiga, Láurence Albergaria Oliveira, o descumprimento de ordem judicial motivou a prisão do ex-provedor da Santa Casa de Caridade, Geraldo Antunes Couto Magela.
?Ele foi proibido de manter contato com funcionários da Santa Casa e de administrar as empresas dele, suspeitas de fraude em licitação?, explicou o promotor. O ex-provedor foi afastado da função em dezembro de 2014, logo após destituído do cargo. Ele é acusado pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
De acordo com o promotor Láurence, Geraldo Couto se beneficiou de verba pública do hospital de 2009 até o fim do ano passado, quando uma das empresas dele foi contratada para realizar obras e prestar serviços para a instituição. Enquanto entidade beneficente, o estatuto da Santa Casa prevê que seus diretores não podem ser remunerados pelos cargos. Durante esse tempo, a Justiça estima que ele tenha desviado em torno de R$ 3,8 milhões.
?A lei prevê que no caso de improbidade administrativa que cause dano, o acusado tem que pagar multa de duas vezes o valor desviado, mais a restituição desse valor. No total, Geraldo Couto teria que restituir aos cofres mais de R$ 11 milhões?, segundo o promotor. Além disto, a empresa do ex-provedor foi contratada sem ter participado de licitação.
INVESTIGAÇÃO
A Santa Casa de Formiga é investigada desde 2011. Segundo informou o promotor, os trabalhos tiveram início em razão da não prestação de serviços contratados pelo Estado, o que chamou a atenção do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que obteve do Judiciário o decreto de intervenção. Além de Geraldo Couto, alguns funcionários da antiga administração e parentes dele também são investigados.
PRISÃO
Nesta quarta-feira (29), após duas tentativas (frustradas) de encontrar o médico na residência dele, localizada em um condomínio residencial de Formiga o ex-provedor foi preso. A prisão aconteceu após Geraldo Couto ter sido seguido por policiais empenhados em cumprir o Mandado Judicial. Ele acabou preso no pátio de estacionamento de uma de suas empresas, ao ser abordado dirigindo o veículo Toyota Fielder, placa AIG-0277. Geraldo foi conduzido à Delegacia para o cumprimento dos trâmites de praxe e por volta das 17h50 foi levado para a Penitenciária Regional de Formiga.
Pessoas do ciclo de amizades do médico informaram ao portal que a ordem judicial da qual resultou a prisão, poderá ainda vir a ser revogada por decisão do Juiz de plantão da Comarca de Formiga ou via Habeas Corpus procedente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Novas informações sobre a rumorosa prisão do ex-provedor

O ex-provedor da Santa Casa, Dr. Geraldo Magela Antunes Couto continua preso na Penitenciária Regional de Formiga.

O ex-provedor da Santa Casa, Dr. Geraldo Magela Antunes Couto continua preso na Penitenciária Regional de Formiga.

Atualizada às 15h20 de quinta-feira (30)

 

RELEMBRANDO:

Conforme informamos e de acordo com o promotor de Justiça da 3ª Promotoria de Formiga, Láurence Albergaria Oliveira, o descumprimento de ordem judicial motivou a prisão do ex-provedor da Santa Casa de Caridade, Geraldo Antunes Couto Magela.

“Ele foi proibido de manter contato com funcionários da Santa Casa e de administrar as empresas dele, suspeitas de fraude em licitação”, explicou o promotor. O ex-provedor foi afastado da função em dezembro de 2014, logo após destituído do cargo. Ele é acusado pelos crimes de peculato, formação de quadrilha, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

De acordo com o promotor Láurence, Geraldo Couto se beneficiou de verba pública do hospital de 2009 até o fim do ano passado, quando uma das empresas dele foi contratada para realizar obras e prestar serviços para a instituição. Enquanto entidade beneficente, o estatuto da Santa Casa prevê que seus diretores não podem ser remunerados pelos cargos. Durante esse tempo, a Justiça estima que ele tenha desviado em torno de R$ 3,8 milhões.

“A lei prevê que no caso de improbidade administrativa que cause dano, o acusado tem que pagar multa de duas vezes o valor desviado, mais a restituição desse valor. No total, Geraldo Couto teria que restituir aos cofres mais de R$ 11 milhões”, segundo o promotor. Além disto, a empresa do ex-provedor foi contratada sem ter participado de licitação.

 

INVESTIGAÇÃO

A Santa Casa de Formiga é investigada desde 2011. Segundo informou o promotor, os trabalhos tiveram início em razão da não prestação de serviços contratados pelo Estado, o que chamou a atenção do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que obteve do Judiciário o decreto de intervenção. Além de Geraldo Couto, alguns funcionários da antiga administração e parentes dele também são investigados.

 

PRISÃO

Nesta quarta-feira (29), após duas tentativas (frustradas) de encontrar o médico na residência dele, localizada em um condomínio residencial de Formiga o ex-provedor foi preso. A prisão aconteceu após Geraldo Couto ter sido seguido por policiais empenhados em cumprir o Mandado Judicial. Ele acabou preso no pátio de estacionamento de uma de suas empresas, ao ser abordado dirigindo o veículo Toyota Fielder, placa AIG-0277. Geraldo foi conduzido à Delegacia para o cumprimento dos trâmites de praxe e por volta das 17h50 foi levado para a Penitenciária Regional de Formiga.

Pessoas do ciclo de amizades do médico informaram ao portal que a ordem judicial da qual resultou a prisão, poderá ainda vir a ser revogada por decisão do Juiz de plantão da Comarca de Formiga ou via Habeas Corpus procedente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Redação do Jornal Nova Imprensa

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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