Quando se fala em assassinos em série, a grande maioria das pessoas acredita que sejam brancos, psicopatas desajustados, gênios e pervertidos e assassinos de mulheres. Essa é uma visão retratada em filmes e romances policiais. E são muitos que emitem opinião como se assistir filmes desse alguma autoridade.
A realidade é muito diferente da crença popular, segundo o “Serial KillerInformation Center” (Centro de Informações de Assassinos em Série) um projeto na Universidade Radford que estudou mais de 4.700 assassinos em série. O FBI define um “serial killer” como alguém que mata duas ou mais pessoas em eventos separados.
Para se ter uma ideia, apenas 12,5% dos predadores em série dos EUA tem o perfil de um homem branco de 20 e poucos anos. Os assassinos em série são altamente diversificados, refletindo um pouco a demografia da população dos EUA, de acordo com o FBI.
Assassinos homens são 92,5% e mulheres 7,5%. Brancos representam 59%, negros 29%, asiáticos 5,9 e hispânicos 4,9%. Um terço apenas de desempregados. Somente 15% eram filhos únicos e 8% adotados.
Enquanto muitos assassinos em série ocuparam as manchetes, muito menos notícias foi dedicada às mulheres ou minorias, como, por exemplo, Rafael Resendez-Ramirez, natural do México, que assassinou nove pessoas em Kentucky, Texas e Illinois antes de se entregar em 1999. Ainda houve Derrick Todd Lee, um afro-americano conhecido como “Assassino em série de Baton Rouge”, iniciou uma matança em 1992, que custou a vida a sete mulheres na Louisiana. E ainda Aileen Wuornos foi executada em outubro de 2002 por matar pelo menos seis homens que conheceu pela Interstate 75 na Flórida.
A maioria dos assassinos em massa contribuiu e interagiu com a comunidade, seja antes, durante ou depois de seus crimes. Assassinos em série são casados, empregados e serviram as Forças Armadas. Em alguns casos, a vida aparentemente normal deles ajudou a evitar a prisão. Como Robert Yates, um veterano condecorado do Exército dos EUA, supostamente matou 17 prostitutas no estado de Washington nos anos 90. Durante esse tempo, ele era casado e tinha cinco filhos e vivia em um bairro de classe média, de acordo com o FBI. Outro foi Dennis Rader, um líder dos escoteiros, casado, criou dois filhos e serviu na Força Aérea dos EUA. Rader também foi presidente de sua igreja.
E supor que os serial killers são gênios do mal é somente uma ideia genial, um dos predadores em série mais infames, Charles Manson, tinha um QI de 75, abaixo da faixa de 85 a 115, considerada média. O que se verifica é que a inteligência deles varia de limítrofe a acima da média em comparação com a população em geral, de acordo com o FBI. Os assassinos mais inteligentes tendem a preferir métodos complicados de assassinato, como o uso de bombas e veneno.
Os motivos dos assassinos em série podem ser difíceis de classificar, pois podem existir vários ou eles podem mudar ao longo dos crimes. No entanto, é evidente que as razões por trás dessas mortes macabras se estendem além da gratificação sexual. Suas motivações variam de ganho financeiro a atenção.

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