O número de casos confirmados de sífilis em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, cresceu 227,11% entre 2017 e 2018, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). No mesmo período, o número de detecções de HIV caiu 25% em toda a região e 43,56% na cidade.

Em 2017, foram notificados 59 casos de sífilis na cidade. Já em 2018, o número saltou para 193. Apesar do aumento, a enfermeira e ex-coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) da cidade, Francisca Vanizia, afirma que mais pessoas estão procurando atendimento e tratamento para a doença.

“Hoje, existem outras ferramentas para o diagnóstico por causa do avanço tecnológico, né. Além disso, as pessoas têm tido essa conscientização de se prevenir”, relatou.

Já as detecções por HIV apresentaram queda na cidade. Em 2017, foram detectados 101 novos casos no maior município da região. Em 2018, foram 57 notificações. E em 2019, até março, apenas dois novos registros foram feitos no município.

Em dezembro, Francisca afirmou ao G1 que apesar da redução em toda a região, a impressão dos profissionais de saúde é de que isso ocorre de forma lenta.

“Às vezes, nós achamos que [a redução] é lenta. Nós profissionais achamos que está aumentando porque mais pessoas estão procurando as unidades. Mas como antigamente nós não tínhamos toda essa tecnologia mais avançada, não posso falar que o número aumentou”, afirmou à época.

Prevenção e diagnóstico
As medidas para prevenção da sífilis e do HIV, que são Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), e o tratamento são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar disso, o médico Flávio Marcelino afirma que a sífilis está voltando com intensidade nos últimos anos.

“Tem que se existir um cuidado muito grande [com a doença]. Caso a pessoa tenha uma relação sexual sem proteção, uma ou duas semanas depois ela deve fazer um teste rápido para [confirmar a presença] da sífilis, das hepatites virais, do HIV, porque ela pode estar com a doença e não saber. Os testes estão disponíveis em todas as unidades de saúde”, contou.

Além de detectar a presença do vírus da sífilis e da Aids, os testes rápidos também detectam os vírus das hepatites B e C. Em 2018, o SAE de Divinópolis afirmou que eram feitos cerca de 30 testes rápidos por dia na cidade.

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Fonte:

G1