Novo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a epidemia de ebola aponta que 1.552 pessoas já morreram em decorrência da doença em quatro países africanos, de um total de 3.069 casos conhecidos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28).
?Mais de 40% do total de casos ocorreu nos últimos 21 dias. Entretanto, a maior parte deles está concentrada em algumas poucas localidades?, disse a agência de saúde da ONU em um comunicado.
A atual epidemia atinge Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria. Um segundo foco separado ocorre na República Democrática do Congo, onde foi identificado uma diferente cepa do vírus, segundo a OMS.
A Libéria foi o país mais afetado, com um total de 1.378 casos registrados, sendo 694 fatais.
Na Guiné, país onde teve início a epidemia no começo de 2014, foram registrados 648 casos, com 430 mortes.
Em Serra Leoa o balanço é de 1.026 casos com 422 pessoas falecidas. Na Nigéria, seis pessoas morreram em 17 casos registrados.
Mais de 40% do número total de casos surgiram nos últimos 21 dias, destaca a OMS.
A doença tem uma taxa de mortalidade de 52%, que varia entre 42% de Serra Leoa e 66% de Guiné.
Japão se diz disposto a entregar tratamento experimental contra ebola
O Japão anunciou estar disposto a entregar um tratamento experimental elaborado por uma empresa nipônica para lutar contra o vírus ebola.
Nosso país está disposto a entregar medicamento em cooperação com o fabricante se a Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitar, declarou o secretário-geral do governo, Yoshihide Suga.
Até o momento não existe nenhuma vacina ou antiviral homologado contra o ebola. Diante da atual epidemia, a comunidade médica internacional aprovou em meados de agosto os tratamentos experimentais.
O medicamento japonês se chama favipiravir (ou T-705). É comercializado pela Toyama Chemical, filial da empresa de imagens FujiFilm Holdings, com o nome Avigan.
Na comparação com o ZMapp, o soro experimental americano com o qual foram tratados com sucesso dois pacientes americanos, apresenta a vantagem de ter sido homologado em março no Japão como antiviral contra a gripe e está atualmente em fase de exames técnicos nos Estados Unidos.
Antes mesmo da OMS tomar uma decisão, estamos dispostos a responder aos pedidos individuais (de médicos) sob certas condições porque é um caso urgente, declarou Suga.
Temos estoque suficiente para mais de 20 mil pessoas, completou.

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