Morar sozinho pode ficar bem mais caro do que se imagina, principalmente quando o assunto é alimentação. Com a falta de embalagens reduzidas, esse tipo de consumidor paga mais para levar menos.
Susana Cardoso vive separando alimentos na geladeira que vão para o lixo. A jornalista mora sozinha há seis anos e teve que adaptar os hábitos de consumo para evitar o desperdício, mas está difícil.
O número de pessoas que moram sozinhas é cada vez maior. Em Minas Gerais são 450 mil, cerca de 9% da população, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só em Araxá a quantidade dobrou em sete anos. São quatro mil residências com apenas um morador em cada uma delas.
Em Uberlândia são 13.975 pessoas morando sozinhas, que correspondem a 9,11% da população. Em Divinópolis são 3.953, ou seja, 7,46% da população. Já em Uberaba são7.295, um total de 9,41%.
Todas estas são pessoas que buscam liberdade. Mas quem opta por viver assim, paga um preço alto. Pelo menos no supermercado. Alex Silva sabe bem disso. No carrinho do gerente tudo é reduzido. Mas os produtos com menos quantidade e embalagens menores acabam saindo mais caros. E nem sempre são encontrados.
Da experiência de viver sozinho, Alex até aprendeu a conservar as verduras por mais tempo. Uma forma de economizar. Por exemplo, um pacote de arroz de cinco quilos, por exemplo, custa em média R$10,90. No caso, o quilo sairia a R$2,18. Mas a mesma marca com embalagem de um quilo custa R$2, – 37% a mais.

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