A nuvem de gafanhotos que está se deslocando pela América do Sul, com possibilidade de chegar ao Brasil, tem tirado o sono de agricultores do continente.

Na quinta-feira (25), a nuvem de insetos estava a 130 km da fronteira Oeste do Rio Grande do Sul com o Uruguai, após se desviar devido a questões climáticas.

A previsão de chuva e temperaturas mais baixas se confirmou no Rio Grande do Sul, com precipitações em Barra do Quaraí e Uruguaiana durante a madrugada de quinta-feira (25), e a tendência é de que isso ajude a afastar do Brasil a nuvem de gafanhotos que avança perto da fronteira com a Argentina.

“A perspectiva é de temperaturas muito baixas, até com previsão de geada no sábado. Então, se os gafanhotos não gostam de baixas temperaturas, isso é positivo”, afirma Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, em entrevista ao Globo Rural.

Fenômenos como esse são comuns apesar de assustadores. A última vez que algo parecido ocorreu no país foi em 2017.

Autoridades brasileiras já elaboram ações para evitar danos às lavouras caso os gafanhotos cheguem ao país, regulando inclusive, o uso de defensivos agrícolas, aplicação desses produtos por meio de aviões, para tanto, na quinta-feira foi publicada portaria que decretou estado emergência  fitossanitária no país. A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul e o Ministério da Agricultura firmaram uma parceria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) para o uso de 426 aviões que compõem a frota aeroagrícola do Estado, caso os gafanhotos cruzem a fronteira.

Além disso, órgãos do governo estão intensificando atividades de conscientização dos agricultores.

Com informações do Globo Rural

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