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Faltando apenas dois meses para 2020, o Viajala publicou as tendências de destinos nacionais para o próximo ano, de acordo com a procura de seus usuários.

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Santarém, no Pará, será o destino nacional mais procurado em 2020

No Barômetro 2019, estudo conduzido pelo Viajala, a cidade campeã de buscas no aplicativo para viagens nacionais foi Santarém , no Pará. De acordo com a análise, houve um aumento de 54% entre viajantes brasileiros para o destino no Norte do país.

“Essa tendência de alta se insinua desde 2016, quando a Azul aumentou sua frequência de voos diretos regulares para Santarém, partindo de Manaus e Belém e, em seguida, a Latam iniciou um voo diário direto saindo de Brasília”, comentou Eduardo Martins, diretor nacional do Viajala.

E como chegar lá? O principal ponto de entrada é o Aeroporto de Santarém (STM) que recebe voos de Belém, Manaus e Brasília pelas companhias aéreas Latam, Gol e Azul. Aos moradores do Pará ou Manaus a companhia aérea MAP, com partidas de Altamira e Manaus, também atende o aeroporto. Para outras cidades são feitas conexões até Santarém.

Para aproveitar a cidade de Santarém e seu maior atrativo, Alter do Chão , elegida como “Caribe do Norte” por brasileiros e estrangeiros, o  iG Turismo trás dicas do que de melhor você pode fazer por lá.

  1. Circuito das Praias ;
  2. Centro de Santarém ;
  3. Mirante do Tapajós + Encontro das Águas ;
  4. Alter do Chão ;
  5. Floresta Nacional dos Tapajós ;
  6. Festas tradicionais

1. Circuito das Praias

Por causa do Rio Tapajós, Santarém tem mais de 100 km de praias em toda a sua extensão. No “Circuito das Praias”, como o governo do Pará denomina a região, você encontrará desde espaços com restaurantes e bares, até praias mais desertas e que precisam de autorização para entrar.

Confira abaixo no infográfico interativo as principais praias que você pode visitar na cidade.


2. Centro de Santarém

Praticamente todas as cidades do Brasil possuem uma “city tour” com os registros de uma época em que o local era próspero. Em Santarém, a visita aos edifícios históricos começa pelo Solar do Barão de Santarém.

Solar do Barão de Santarém

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Reprodução/ Agência Pará

O Solar do Barão de Santarém não é aberto a visitação

O prédio foi construído entre 1820 e 1860 por Miguel Antônio Pinto Guimarães, o Barão de Santarém. Em estilo colonial português, a edificação tem mais de 20 cômodos e conta uma história importante da região. Por ser propriedade privada o edifício não é aberto ao público.

Catedral de Nossa Senhora da Conceição

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Reprodução/ Agência Pará

Catedral Nossa Senhora da Conceição é uma das construções mais antigas de Santarém

Construída em 1754 e palco do Círio de Nossa Senhora da Conceição, a igreja católica portuguesa foi construída em cima de um cemitério indígena. É o prédio mais antigo da cidade e está aberta para visitação dos turistas.

Terminal Fluvial Turístico

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Reprodução/ Agência Santarém de Notícias

No terminal fluvial o turista pode comprar artesanato feito de palha trançada

No Terminal Fluvial é possível comprar muitas lembrancinhas para os parentes e amigos que ficaram em casa. Por lá é grande a oferta de artesanato típico em palha trançada e onde também é possível contratar passeios de barco pelo Rio Tapajós . O calçadão beira-rio é outro atrativo da região, ótimo para apreciar o pôr do sol e fazer caminhadas pela manhã.

Centro Cultural João Fona

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Reprodução/ Agência Santarém de Notícias

O Centro Cultural João Fona, também conhecido como Museu de Santarém, conta a história da cidade

O Museu de Santarém foi inaugurado em 1868 e já sediou o Fórum de Justiça da cidade, o presídio e os poderes legislativo e judiciário. Por lá o turista poderá encontrar um pouco da história da cidade entre galerias de prefeitos, mobiliários e documentos do século passado.

Fósseis de peixes e baleias, peças e fragmentos de cerâmicas, coleção de moedas antigas e itens produzidos pelos índios Tapajós também fazem parte do acervo do Centro Cultural. O local é aberto a visitação de segunda a sexta-feira das 07h30 as 17h00.

 Mercadão 2000

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Reprodução/ Agência Santarém de Notícias

O Mercadão 2000 vende frutas, peixes e bebidas

Visitar mercadões sempre é uma boa pedida para os turistas. Lá você encontra as frutas, peixes e bebidas, além de ter o contato mais próximo dos moradores. Quem optar por conhecer o Mercadão 2000 pode fazê-lo todos os dias das 05h30 até as 18h00. Feriados podem alterar o horário de funcionamento do comércio.

3. Praça Mirante do Tapajós + Encontro das Águas

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Reprodução/ senaturismo.com.br

O encontro das águas entre rio Tapajós e Amazonas está na lista do que fazer em Santarém

Construída no alto de uma colina, a praça era uma fortaleza para os moradores na década de 1960. Por lá os turistas podem avistar o encontro das águas entre os rios Tapajós e Amazonas. Na praça ainda tem quiosques e comércios que vendem iguarias locais.

O encontro das águas, inclusive, é um dos passeios mais procurados na região. Tem quem observe de longe, mas muitos turistas fazem um passeio de barco até o encontro para “sentir na pele” a diferença entre os rios. Neste caso, empresas de turismo local fazem o passeio.

4. Alter do Chão

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Reprodução/ TripAdvisor

Alter do Chão já foi escolhida por duas vezes como a praia mais bonita do Brasil pelo “The Guardian”

A vila de Alter do Chão recebeu alguns apelidos ao longo do tempo como “Caribe do Norte” e “Caribe da Amazônia”. Muito procurada por suas praias paradisíacas , a cidade tem até o título de “melhor praia do Brasil” nos anos de 2009 e 2012 concedido pelo jornal britânico The Guardian .

Localizada a 35 km de Santarém, Alter do Chão pode ser acessada por táxi ou linhas de ônibus que passam nas ruas do centro. Confira abaixo algumas dicas antes de viajar até a cidade:

  1. Melhor época para visitação é no período do verão amazônico (agosto a dezembro);
  2. Entre sete e dez dias são suficientes para conhecer todas as praias;
  3. Invista nos passeios de lancha ou barco

5. Floresta Nacional do Tapajós

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Reprodução/ Melhores Destinos

A floresta nacional tapajós é um dos cenários mais bonitos em Santarém

Com 527 mil hectares, a Floresta Nacional dos Tapajós é um bom passeio para quem quer conhecer uma floresta amazônica. Dá para entrar na floresta pela estrada ou pelo Rio Tapajós. As comunidades de Jamaraquá, Maguari e São Domingos elas servem como pontos de apoio para quem visita a floresta.

Em Jamaraquá a floresta ganha o nome de “Flona Jamaraquá”. Nesse trecho existe um passeio guiado por 09 km de extensão. O passeio tem guia, geralmente percorre 09 km de extensão e custa em torno de R$ 120 a R$ 180 incluindo passeio de lancha saindo de Alter do Chão.

6. Festas tradicionais

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Reprodução/ Parátrip.com.br

A Festa do Sairé é uma das festividades mais tradicionais da cidade

Os principais eventos que acontecem em Santarém envolvem o Carnalter (ou Carnaval em Alter do Chão) que acontece na vila balneária de Alter do Chão. Em meio a muitas fantasias, maisena e espumas animam os foliões, além de blocos carnavalescos e atrações musicais.

A festa do Sairé e o Festival Folclórico dos Botos são comemorações tradicionais no Pará com mais de 300 anos. O Sairé é uma manifestação folclórico-religiosa que mistura cultura indígena com a religião católica. Acontece no mês de setembro e arrasta multidões para Alter do Chão. O Festival dos Botos acontece durante a noite numa disputa entre botos Tucuxi e Cor de Rosa. O evento geralmente começa numa quinta-feira e se encerra na segunda.

No setor de festas religiosas, o turista poderá participar do Círio de Nossa Senhora da Conceição no mês de novembro, a festa de São Sebastião em janeiro, festa de São Pedro no dia 29 de junho, o evento evangelístico ‘Congresso da Paz’ e o ‘Cristoval’, um evento de jovens católicos durante as noites de carnaval.

O Festival do Borari remete à aldeia de índios Boraris que fundaram a Vila de Alter do Chão. O evento tem como objetivo refletir o culto sagrado do homem indígena da região e a defesa das tradições locais.

Na mesma semana que se comemora o dia do folclore (22 de agosto), o Festival Folclórico Colégio Dom Amando é comemorado em Santarém com danças regionais, nacionais e internacionais. Por lá também rola concurso de barracas e réplicas de casas de origem cabocla e indígena.

Leia também: 10 lugares para visitar saindo dos destinos convencionais

Por fim, mas não menos importante, a Quadra Junina é uma manifestação popular mista de sacro e profano, tradicional e moderno. A festividade envolve eventos religiosos da época em que começou e introduz danças (quadrilhas, boi-bumbá, etc.).

Fonte: IG Turismo
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