A região Centro-Oeste de Minas teve mais oito registros de dengue na última semana. O dado faz parte do boletim epidemiológico divulgado na terça-feira (11) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Neste ano, Minas Gerais teve confirmadas oito mortes por dengue, das quais cinco foram no Centro-Oeste mineiro: Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Lagoa da Prata e Moema. Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e as cidades do Triângulo Mineiro, Ituiutaba e Uberaba, concentram os demais casos.

Novos registros

Conforme o boletim, Arcos (com duas notificações), Martinho Campos (cinco registros) e São Gonçalo do Pará (com uma ocorrência) são as cidades da região que constam na atual lista. Dessas, apenas São Gonçalo do Pará tem índice de incidência de casos suspeitos da doença considerado baixo. Em Arcos, a incidência anual é muito alta e em São Gonçalo do Pará, alta.

Não tiveram registro de casos prováveis de dengue na última semana, mas também estão na lista de incidência anual alta ou muito alta para o vírus, Araújos, Dores do Indaiá, Lagoa da Prata, Medeiros, Moema, Serra da Saudade, Estrela do Indaiá e Japaraíba.

Ainda conforme a SES, não há novos casos de febre chikungunya e há uma nova suspeita de zika vírus, registrada em Piumhi.

LIRAa

Também na última semana, a SES publicou um Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) das cidades mineiras referente ao mês de outubro.

De acordo com esse levantamento, 16 municípios têm risco de epidemia de dengue: Pains, Dores do Indaiá, Piumhi, Bom Despacho, Arcos, Formiga, Estrela do Indaiá, Luz, Lagoa da Prata, Piracema, Oliveira, Moema, Santana do Jacaré, Araújos, Pimenta e Nova Serrana.

O LIRAa aponta que, na maior parte das cidades, os focos de proliferação do mosquito transmissor estão concentrados nas casas. Contudo, em Piracema e Araújos, os focos estão majoritariamente em depósitos de água. Em Nova Serrana, os depósitos estão no lixo.

 

 

print

Comentários