Desde o início do período chuvoso em Minas, em setembro, oito pessoas morreram vítimas de desmoronamentos, enchentes e raio. A informação é da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) que contabiliza mais de 100 mil pessoas atingidas de alguma maneira pelas chuvas. O número de desalojados chega a quase nove mil e os desabrigados somam 1.982 pessoas.
O número de óbitos aumentou na madrugada desta terça-feira com a tragédia ocorrida em uma família de Ervália, na Zona da Mata. Um casal e os dois filhos dormiam em um mesmo quarto quando foram soterrados devido a um deslizamento de terra. Os bombeiros foram acionados e retiraram, ainda na madrugada, os corpos do aposentado José Silvério de Souza, de 60 anos, a mulher dele, a dona de casa Maria da Consolação de Souza, 47, e as crianças Josimar Silvério de Souza, 6 anos, e Lindomar Silvério de Souza, 4. O tio de José Silvério, José Martins da Silva, de 84 anos, foi socorrido por vizinhos antes da chegada dos bombeiros e foi levado para o hospital municipal da cidade. Assista ao vídeo e saiba mais sobre a tragédia.
As primeiras mortes no estado aconteceram durante o temporal de granizo do dia 17 de setembro, em alguns municípios da Grande BH. Um casal foi arrastado pelas águas de uma galeria pluvial que transbordou por causa do excesso de chuva. Quase dois meses depois, no dia 12 de novembro, uma mulher foi atingida por um raio em Salinas, no Norte de Minas. Em Itambacuri, no Vale do Rio Doce, um desmoronamento provocou a morte de uma outra mulher.
Segundo o diretor de comunicação da Cedec, capitão Edylan Arruda, o caso de um rapaz de 27 anos que desapareceu na manhã dessa segunda-feira no Córrego do Onça não pode ser considerado como vítima de chuva porque ele estaria embriagado e pulou de espontânea vontade no ribeirão. Já no caso do mestre de obras que trabalhava em Contagem e morreu, na tarde de segunda, por causa do desabamento de um muro de arrimo, a Cedec considerou o fato como acidente de trabalho.Foi uma deficiência estrutural na contenção da encosta, explicou.
Cuidados
A Cedec recomenda que a população evite terrenos de encostas e morros, por causa dos deslizamentos. Regiões de alagamentos e lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios também devem ser evitados.

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