A variante ômicron do coronavírus, identificada pela primeira vez em Botsuana na semana passada e, dias depois, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação, chegou ou Brasil com, ao menos, três casos confirmados em São Paulo até esta quarta-feira (1).

Pouco se sabe sobre a nova cepa – há indícios de que ela seria mais transmissível, mas menos letal do que a delta – contudo, estudos mais robustos precisam ser realizados para bater o martelo nessas informações. Por outro lado, sintomas diferentes daqueles registrados por infecção da variante delta foram confirmados.

A presidente da Associação Médica da África do Sul, Angelique Coetzee, que tratou diversos pacientes infectados pela variante ômicron, pontuou que os sintomas mais comuns são cansaço, dores musculares, “coceira na garganta” ou “garganta arranhada”, febre baixa (menos comum) e tosse seca (menos comum). 

Essas características clínicas aproximam os sintomas mais da variante beta. O principal deles é o cansaço, conforme a especialista. A variante delta tem como principais sintomas pulsação elevada, baixos níveis de oxigenação no sangue e perda de olfato e paladar. 

Por ora, pacientes que desenvolveram Covid-19 a partir da infecção pela ômicron registram, em vasta maioria, sintomas leves. 

A maior preocupação com a nova cepa é a alta quantidade de mutações – ao menos 50 – das quais 32 são na proteína S, que é chave para que as vacinas contra a doença funcionem plenamente. 

Fonte: O Tempo

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