O frio deve se intensificar em vários pontos de Minas nos próximos dias, e a combinação das baixas temperaturas com a estiagem diminui a produção de alguns alimentos, o que interfere diretamente no preço deles.

Ana Carolina Alves Gomes, analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), explica que a falta de chuvas dos últimos meses impactou o setor.

“Desde o ano passado tivemos estiagem, tempo seco e altas temperaturas, o que já afetou algumas cadeias produtivas em Minas. Neste ano, também tivemos um início de ano quente, seco e com veranico. Agora, com a entrada do inverno, temos geadas e baixas temperaturas. Isso tudo gerou uma grande perda para a produção agropecuária”, afirma.

O chefe da seção de Informações de Mercado da Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas), Ricardo Martins, aponta que já há produtos mais caros neste mês em relação ao anterior.

“O preço médio dos hortigranjeiros ficou 11,7% mais caro no comparativo dos primeiros 26 dias de julho de 2021 em relação a igual período de junho. As principais altas ocorreram nas hortaliças-fruto, produto muito sensível a temperaturas mais baixas, que afeta seu desenvolvimento e contribui para uma oferta menor”, diz.

A Ceasaminas aponta alguns dos aumentos:

Abobrinha italiana: 71,2%
Berinjela: 54,5%
Milho: 29,8%
Pimentão: 28,8%
Tomate longa vida: 52,3%
Cenoura: 65%
Mandioca: 25%
Banana nanica: 39,3%
Mamão formosa: 34,4%
Abacate: 19,2%

Fonte: Itatiaia

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