Aumentos sazonais de alimentação e educação e o reajuste da tarifa de ônibus pressionaram a inflação ao consumidor em São Paulo em meados deste mês, que ficou acima do esperado.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,85% na segunda quadrissemana de janeiro, seguindo a alta de 0,48% na primeira quadrissemana, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.
Analistas consultados pela Reuters previam uma taxa de 0,76% , de acordo com a mediana de 10 estimativas que oscilaram de 0,75% a 0,83%.
Os preços do grupo Alimentação avançaram 1,26% nesta leitura, ante alta de 0,44% na anterior. Os alimentos in natura estão tendo sua oferta reduzida em razão do clima quente e chuvoso típico deste período do ano, que prejudica o plantio.
Os custos de Transportes – que incluem a tarifa de ônibus urbano reajustada recentemente- tiveram a maior elevação da segunda quadrissemana, de 2,32 por cento, ante 1,19% na primeira. Foi a maior alta desde a segunda quadrissemana de janeiro de 2007, quando foi de 2,80%.
Os preços de Educação – que refletem reajustes nas mensalidades e nos materiais escolares que ocorrem sempre no começo do ano – avançaram 2,07% agora, contra 0,79% no dado anterior. Foi a elevação mais forte desde a segunda quadrissemana de fevereiro do ano passado (3,22%).
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

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