Estado de Minas

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira mais uma fase da Operação Acrônimo. Nesta nova etapa das investigações, o secretário de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais de Minas, Marco Antônio de Rezende Teixeira, é um dos alvos.

Contra o secretário, há um mandado de condução coercitiva – em que a pessoa é levada para prestar depoimento. A PF também cumpre mandado de busca e apreensão no apartamento de Teixeira. No local, a informação é que o secretário não está em BH.

Também há mandado de condução coercitiva para Paulo Moura Ramos, atual presidente da Prodemge e sócio de Teixeira.

A PF cumpre  ainda mandado de busca e apreensão na sede da Construtora OAS, em Brasília. A PF não informou o total de mandados que serão cumpridos nesta nova fase da Operação Acrônimo.

A Operação Acrônimo investiga esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais e recebimento de vantagens indevidas por parte de agentes públicos.

Vantagens indevidas

No último dia 15, a PF realizou a 8ª fase da operação Acrônimo com o cumprimento de 20 mandados judiciais em Minas Gerais, São Paulo, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. De acodo com a Polícia Federal, nessa etapa da investigação a busca era esclarecer a atuação de uma organização criminosa especializada na obtenção de benefícios junto ao Governo Federal por meio de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Dos 20 mandados judiciais que foram determinados pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal, 11 foram de conduções coercitivas e nove mandados de busca e apreensão. Em São Paulo, os agentes cumpriram uma condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. No Rio de Janeiro foram cinco conduções e quatro buscas e apreensões. Em Minas Gerais, a PF cumpriu uma condução coercitiva e duas buscas. Na capital federal, são quatro conduções coercitivas e três mandados de busca e apreensão.

Ministério da Saúde

A operação está focada em dois inquéritos policiais que apuram dois eventos distintos da investigação. Um deles diz respeito à cooptação e pagamento de vantagens indevidas para fraudar licitações no Ministério da Saúde, beneficiando gráfica da propriedade de um dos investigados.

BNDES

O outro evento apurado é a interposição de empresa na negociação e pagamento de vantagens indevidas a agente público, para obtenção de financiamentos de projetos no exterior pelo BNDES (República Dominicana, Angola, Cuba, Panamá, Gana e México) no interesse de uma grande empreiteira do Brasil.

As ações da Operação Acrônimo são um desdobramento da investigação que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado relator do caso, ministro Herman Benjamin, determinou o encaminhamento de parte da apuração à Justiça Federal de primeira instância, por não envolver investigados com prerrogativa de foro naquela Corte.

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