Já são 56 dias de buscas por vítimas em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esta é a mais longa operação de resgate da história de Minas Gerais, ultrapassando Mariana, na Região Central do estado, que durou 55 dias.

A Barragem do Feijão, da Vale, se rompeu no dia 25 de janeiro. De acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil, 209 mortes foram confirmadas e 97 pessoas seguem desaparecidas.

Em Mariana, 19 pessoas morreram. Um corpo não foi encontrado. No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão, da Samarco, pertencente à Vale e à BHP Billiton, se rompeu, destruindo distritos, afetando dezenas de cidades e contaminando o Rio Doce de Minas Gerais ao Espírito Santo.

Não há data para a conclusão das operações em Brumadinho. Nesta quarta-feira (20), 137 bombeiros faziam buscas na área do rompimento da Barragem do Feijão. Eles se dividiam em 15 frentes de trabalho. Um helicóptero e 76 máquinas pesadas também participam da operação.

Um mês de buscas

As buscas pelas vítimas levadas pelo mar de lama provocado pelo rompimento da barragem da Vale completou um mês no dia 25 de fevereiro. Ao longo dessas quatro semanas, a megaoperação passou por diferentes fases e empregou técnicas variadas.

Vista aérea do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento de barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Famílias das vítimas fazem manifestação

Parentes e amigos das vítimas do rompimento da barragem se manifestaram em Brumadinho no dia em que a tragédia completou um mês.

Com roupas e balões brancos, os manifestantes caminharam pela ponte que corta o Rio Paraopeba, no Centro da cidade. As águas do rio, desde o dia 25 de janeiro, estão escuras, devido ao derramamento de rejeito de minério.

Imprimir

Fonte:

G1