Uma operação nacional de combate a um esquema de sonegação de tributos é realizada na manhã desta terça-feira (10) em oito estados do Brasil e no Distrito Federal (DF). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), três alvos da operação “Quem viver verá” estão em Formiga e dois em Piumhi.

De acordo com o MPMG, são cumpridos 109 mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo bancário e de comunicação, sendo 73 destes em Minas.

A operação é uma força-tarefa que envolve as Receitas Estaduais e Federal, o Ministério Público e as polícias Civil e Militar. O portal G1 entrou em contato com o MPMG para saber detalhes da operação nas cidades do Centro-Oeste Minas, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno.

O esquema

De acordo com o MPMG, a operação é a terceira fase de um trabalho iniciado em 2017, quando foi identificado um grande polo de estabelecimentos de fachada criados para a emissão de notas fiscais frias, de grãos, no Noroeste de Minas Gerais. A primeira fase foi focada nas empresas e, a segunda, nos produtores rurais.

O Ministério Público identificou, a partir da operação, que corretores de grãos faziam parte de um esquema de sonegação tributária juntamente com os corretores que são os principais incentivadores de empresas que emitem notas frias.

Em parceria com produtores, os corretores são os protagonistas que fomentam a proliferação de empresas noteiras. Os corretores são os responsáveis pelas negociações com os produtores rurais, com as indústrias que compravam os grãos e remunerava as empresas que emitem as notas frias.
A estimativa é que a fraude nos fiscos tenha tido uma movimentação de R$1 bilhão, por ano, em notas frias.

Fonte: G1

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