Dezesseis pessoas foram presas nesta quinta-feira durante a Operação “La Casa de Papel”, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A ação combate uma organização criminosa que atuava em explosões de caixas eletrônicos, venda ilegal de armas de fogo e carros produto de crime e tráfico de drogas. 

A ação conjunta contou com o Gaeco, o Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC) e unidades da 9ª Região da Polícia Militar (PM). Participaram dois promotores de Justiça e 70 policiais militares. O nome da operação faz referência à série espanhola distribuída pela Netflix que conta a história de uma quadrilha que assalta a Casa da Moeda da Espanha e faz reféns.

De acordo com o Gaeco de Uberlândia, ligado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), hoje foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva, sendo que três investigados já se encontravam no Presídio Jacy de Assis. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Uberlândia. A Polícia Militar informou que nem todas as 16 prisões ocorreram em virtude dos mandados, já que algumas pessoas não eram alvos iniciais da operação, mas foram detidas em flagrante por outros crimes.

A investigação começou em fevereiro do ano passado. De lá para cá, ocorreram sete prisões em flagrantes por crimes diversos, entre eles porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, posse de explosivos e tráfico de drogas.

Por meio de nota à imprensa divulgada nesta manhã, o promotor Daniel Marotta Martinez, coordenador do Gaeco de Uberlândia, citou alguns crimes cometidos pelo grupo no estado. “A organização criminosa foi a responsável pela explosão dos caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal, situados em um posto de combustíveis na cidade de Unaí/MG, em fevereiro de 2018”, escreveu o promotor. “A tentativa de explosão de caixas eletrônicos ocorrida em Santa Vitória em abril de 2019 também foi praticada por integrantes da organização criminosa investigada, oportunidade na qual a Polícia Militar evitou a consumação do crime, apreendendo um fuzil, coletes balísticos e explosivos”, destacou.

Nos 18 meses de investigações foram apreendidos dois fuzis, uma escopeta calibre 12, uma pistola semiautomática 9 milímetros com “kit rajada”, explosivos, 200 munições de fuzil, maconha, crack e dinheiro roubado no ataque em Unaí, Noroeste de Minas Gerais.

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