O brasileiro, após as dificuldades vividas no enfrentamento do coronavírus, devido a falta e o atraso na entrega de vacinas para imunizar as pessoas o mais rápido possível, passa a ter esperança de produção nacional de vacinas, sem a dependência de importação de matérias primas.

No dia 28.04, o governo de São Paulo anunciou o início da produção do primeiro lote de 18 milhões de doses da Butanvac, desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Felizmente, vem a público outras duas novas vacinas nacionais, desenvolvidas pelas Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG) e do Paraná (UFPR).

O CT-Vacinas, da UFMG, divulgou o desenvolvimento da vacina Spintec, imunizante que foi aplicado em camundongos e alcançou efetividade de 100%. As próximas etapas (1 e 2) é o teste em símios, e, em seguida, serão feitos os testes clínicos, em humanos.

O CT-Vacinas é um centro de pesquisas em biotecnologia e tem o objetivo de desenvolver novas tecnologias ligadas à produção de kits de diagnóstico e vacinas contra doenças humanas e veterinárias.

A vacina Spintec utiliza proteína recombinante, de fácil fabricação, com administração intramuscular em duas doses.

Até o momento, a candidata vacinal recebeu recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Precisa de mais R$30 milhões para a realização das etapas 1 e 2, que antecedem a fase 3 e aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa dos pesquisadores é que a vacina esteja disponível, em 2022, para produção em escala industrial.

No dia 28.04, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, informou que a prefeitura financiará a vacina Spintec, com parcelas mensais, de acordo com o desenvolvimento da pesquisa.

A UFPR, segundo artigo publicado em seu site, intitulado Vacina da UFPR contra Covid-19 pode estar disponível para a população no ano que vem, desenvolve vacina contra o coronavírus com o uso de insumos e tecnologia nacionais, com final de testes pré-clínicos previstos para o final de 2021 e, caso aprovada, estará à disposição do povo em 2022, com produção a baixo custo, sendo que hoje cada dose custa menos de cinco reais. Além disso, a vacina tem características multifuncionais e pode ser um imunizante para outras doenças, como dengue, zika vírus, leishmaniose e chikungunya.

A vacina da UFPR tem o apoio financeiro do governo do Paraná para a compra de equipamentos e custeio das pesquisas na fase pré-clínica de testes. Após a autorização da Anvisa, serão feitos testes clínicos e serão necessários novos recursos.

As três vacinas nacionais em desenvolvimento (do Instituto Butantan, da UFMG e da UFPR) traz a esperança do Brasil ter autonomia na produção e distribuição da vacina contra o coronavírus, pois ela fará parte permanente do calendário nacional de vacinação.

Euler Antônio Vespúcio – advogado tributarista

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