A pandemia do coronavírus gerou a necessidade da execução de medidas de isolamento social obrigatórios e, voluntariamente, muitas pessoas receosas diminuíram o convívio social. Com isso, as pessoas ficaram mais tempo em suas residências, as pessoas passaram a deslocar somente o necessário, foram adquiridos novos hábitos de recreação online (games, filmes, etc.) e de novas formas de consumo de produtos e serviços (via comércio eletrônico).

Além do isolamento social, os praticantes de esportes habituais passaram a ter dificuldades de praticá-los, devido o risco de contaminação pelo coronavírus ou mesmo o receio de frequentar academias ou locais públicos.

Muitas pessoas adotaram a prática de esportes em suas casas e, no máximo a realização de atividades aeróbicas (corridas, caminhadas, bicicletas, etc.) em locais públicos amplos e arejados.

No geral, com a menor locomoção, as pessoas diminuíram o gasto de energia, mas, no geral, mantiveram a ingestão do mesmo número de calorias. O resultado é desastroso e as pessoas passaram a adquirir os indesejáveis “quilos a mais” e, no dia-a-dia, deparamos com diversas pessoas com excesso de peso, que outrora não eram obesas. Esse quadro crescente de obesidade, gera a piora da saúde, com desequilíbrio do físico, piora da saúde e maior risco para outras doenças (coração, articulações, hipertensão, diabetes, colesterol, etc.), diminuição da expectativa de vida. Essa piora da saúde das pessoas, pode causar maior colapso do sistema de saúde, o qual já foi impactado negativamente pela pandemia do coronavírus.

Em 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha cerca de 41 milhões de brasileiros obesos e apresentava cenário de aumento do percentual de obesos em ambos os sexos. Para 2020, é possível afirmar, com certo grau de certeza, que os números de pessoas obesas aumentarão.

Durante a pandemia e mesmo após a vacinação e imunização, o poder público deverá e terá de adotar políticas públicas de estímulo a práticas saudáveis de alimentação e de esportes. Essas podem ser executadas em parceria com a sociedade civil (organizações sociais, igrejas, clubes, etc.). Para diminuir os índices de obesidade, elas podem englobar a realização de campanha de práticas saudáveis de alimentação e de esportes, estimular a prática regular do esporte, ensinar as pessoas hábitos alimentares corretos. Pode-se, por exemplo, realizar caminhadas e corridas periódicas, ativação de academias comunitárias, disponibilização de nutricionistas nos postos de saúde para atender e orientar a população, etc.

A missão de reverter os índices de obesidade é grandiosa e desafiadora, mas é uma tarefa obrigatória para garantir a melhoria da qualidade de vida e saúde da população e, com isso, diminuir o índice de utilização e de dificuldades financeiras da rede de saúde.

Euler Vespúcio Advogado Tributarista eulervespucio.com.br

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