Na manhã desta sexta-feira (18), as pessoas que tinham exames marcados pelo Laboratório Municipal e compareceram ao local com o material de exame ou estavam em jejum para a coleta de sangue tiveram uma surpresa.
Uma pane no sistema, provavelmente provocada por pique de energia, fez com que toda a rede deixasse de funcionar. Segundo explicou a coordenadora do Laboratório Municipal, Lorena Pedrosa Gomes, uma peça do computador usado para coletar as informações dos pacientes se queimou, ocasionando todo o problema no servidor.
Segundo a coordenadora, um novo servidor já foi instalado e ela garante que, na próxima segunda-feira (21), todo o sistema já estará funcionando normalmente. A coordenadora ressalta ainda que todo o sistema é concentrado em um único servidor e com todos os dados, inclusive o nome das pessoas que tinham agendado os exames para esta manhã, mas, devido ao problema sequer foi possível avisá-las.
Questionada se esses materiais de exames não poderiam ser encaminhados para um laboratório particular, a coordenadora informou que esses exames fazem parte de toda uma rotina do laboratório e o encaminhamento do material para um laboratório particular demandaria um custo de aproximadamente de R$50 mil para o município, mas que os casos considerados de urgência e emergência esses sim foram encaminhados ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), que tem convênio com um laboratório particular e os exames estão sendo realizados.
Entre as pessoas presentes e que não foram atendidas está o ex-vereador Tatu, ele informou que sempre defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e sabe que a demanda é muito grande, mas que não podia deixar de criticar o descaso da Secretaria de Saúde, pois entre os presentes havia crianças e pessoas que estavam em jejum há mais de 12 horas e que não foram avisadas. ?Vou sair daqui e vou direto ao Ministério Público, isso não pode acontecer mais? , enfatizou o ex-vereador. Cláudio Ronan Calixto, com pneumonia dupla, também tinha de fazer os exames com urgência e não foi atendido. Há outras pessoas que estavam na fila com pedido para exames de risco cirúrgico. Sobre o material recolhido pelos pacientes, foi descartado e jogado no lixo.

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