Paratleta da escalada, Raphael Nishimura escalou pela primeira vez os paredões de calcário de Arcos que tem uma das mais famosas e escaladas formações de Minas Gerais. Nishimura tem distonia muscular, uma grave síndrome que compromete movimentos e músculos, mas isso serve de motivação para que ele supere as adversidades e a ?pedra?.
Nesse sábado e domingo (31 de agosto e 1° de setembro) o vice-campeão mundial de paraclimbing esteve na da localidade conhecida como Rastro de São Pedro, em Arcos.
Raphael Nishimura, 31 anos, pratica escalada desde 2007, apaixonado por grandes paredões, mas que agora se dedica a escalada de competição, esportiva e boulder.
Em 2011 fundou o Projeto Paraclimbing Brasil, uma iniciativa inédita no Brasil, que tem como objeto divulgar a escalada e a inclusão de pessoas com deficiência física na escalada.
Com o foco em treino indoor, em 2012 participou das 3 etapas do Campeonato Brasileiro de Boulder, apesar de competir sozinho, o trabalho não foi em vão, alem da criação da categoria Paraclimbing, sagrou-se Vice-Campeão Mundial de Paraclimbing, na França ? Paris, conquistando assim a primeira medalha para o Brasil em um campeonato Mundial.
Eleito Atleta do Ano 2012 ? Revista Go Outside
Vice-campeão Mundial de Paraclimbing 2012 em competição na França
Conciliando o trabalho com a escalada, busca sempre viajar para conhecer lugares novos de escalada e colabora com a divulgação da escalada no Brasil!
A ideia desse blog é divulgar meu Projeto de Para-Escalada, chamado ParaClimbing Brasil e também escrever coisas da vida de um escalador amante da natureza, mas que vive na selva de pedra!
Nishimura possui distonia muscular, que é um grupo de doenças caracterizadas por espasmos musculares involuntários que geram movimentos e posturas anormais de determinada parte ou de todo o corpo.

Distonias Generalizadas
Este tipo de distonia é mais raro. As primeiras manifestações clínicas surgem na infância ou na adolescência, habitualmente como contrações distônicas em um ou ambos os pés, começando no andar, progredindo também para o período de repouso. A evolução é lenta e gradativa e, após certo tempo outras regiões do corpo são acometidas, resultando em intensa dificuldade motora. Nos casos mais graves, os pacientes apresentam dificuldade para andar.
As distonias generalizadas podem ser esporádicas, nos casos no qual não existem outros membros afetados na família, ou hereditária, quando ocorrem outros casos dentro da família.T

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