Uma equipe de pesquisadores da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) desenvolveu uma pesquisa para produzir um pequi sem espinhos. Em entrevista ao G1, a coordenadora da equipe, Elainy Botelho, explicou que será possível comer o pequi tranquilamente, sem se preocupar com espinhos, daqui dois anos.

Além disso, segundo ela, o fruto sem o espinho se assemelha ao tradicional tanto na cor quanto no sabor. “Apesar da variabilidade, o fruto tem as mesmas características do pequi com espinhos. Ele é alaranjado, tem a poupa grossa e o sabor levemente doce”, conta a coordenadora.

Segundo Elainy, o estudo começou após um produtor ter uma muda da planta de pequi sem espinhos em sua fazenda, em Cocalinho, no Mato Grosso.

“O produtor descobriu o pequi sem espinhos e até tentou reproduzi-lo, mas não conseguiu. Lá fomos nós, na propriedade dele, e fizemos um clone da planta do pequi com o uso da técnica de enxertia. A planta foi multiplicada, e está sendo estudada e acompanhada”, diz Elainy.

Antes de começar a comercializar as mudas, é necessário ainda estudar e acompanhar o desenvolvimento da planta. Os pesquisadores avaliam questões de produção, resistência a pragas, tipos de adubação e espaçamento do plantio.

“O produtor precisa saber se vale a pena investir, se vale a pena comercializar, é necessário passar por avaliações do mercado, seja em relação a quanto o produtor quer plantar, quantas caixas uma planta produz e quanto de dinheiro será ganho”, ressalta Elainy.

O Centro de Treinamento da Emater, em Goiânia, possui mais de 500 pés de pequi sem espinho, que estão sendo estudados e avaliados para serem comercializados.

 

Fonte: Matéria do G1||https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2020/02/08/pesquisadores-da-emater-desenvolvem-pequi-sem-espinhos-em-goiania.ghtml
Imprimir
Comentários