A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram nesta quinta-feira (18) mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao senador Aécio Neves (PSDB).

Um deles fica em uma fazenda em Cláudio. Policiais também cumpriram mandado em uma fazenda do primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, na mesma cidade.

O material apreendido foi levado para a delegacia da Polícia federal em Divinópolis, de onde seguirá para Brasília. A PF confirmou que foram apreendidos um pen drive e uma espingarda. Dezesseis policiais participaram da ação. Outros detalhes sobre a ação em Cláudio não foram divulgados pelos delegados Daniel Sousa e Benício Cabral.

A operação teve início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo” na quarta-feira (17).

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Medeiros foi preso em casa, em um condomínio em Nova Lima, na região Metropolitana de Belo Horizonte.

A irmã do senador, Andréa Neves, também foi presa na capital. A casa de Andrea fica em um condomínio fechado em Nova Lima e uma fonte da Polícia Federal confirmou que a irmã do senador foi presa em casa. O advogado Marcelo Leonardo esteve na sede da PF em Belo Horizonte, para onde Andrea foi levada, e disse que vai fazer a defesa da irmã de Aécio, mas não vai se manifestar sobre a prisão neste momento.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu também a prisão do senador Aécio Neves, mas o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, concedeu apenas o afastamento do cargo de senador e as buscas. Segundo o ministro, a prisão é assunto para o plenário.

O senador já responde a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

 

Fonte: G1 ||

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