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PF prende advogados e agentes da corporação suspeitos de vazar dados sobre investigações

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (5) em Belo Horizonte os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira, além de dois servidores da própria corporação suspeitos de retirar documentos sigilosos do sistema da própria PF.

A operação, batizada de Escobar, é um desdobramento da Capitu, quando Ildeu da Cunha Pereira e outras 15 pessoas foram presas em investigação em suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Na época, o então vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB) e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, estavam entre os detidos.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram depois que documentos da Operação Capitu foram encontrados na casa de Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB), em dezembro de 2018.

A partir daí, a PF constatou vazamento de informações sobre outras operações. De acordo com uma auditoria feita dentro da corporação, a prática pode ter começado há dez anos. Os advogados teriam acesso privilegiado às informações e as usavam para oferecer aos clientes facilidades ilegais. Segundo nota da Polícia Federal, “tal atitude não só prejudicou diversas investigações como coloca em risco a segurança dos policiais envolvidos nos trabalhos”.

De acordo com o portal G1, Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos escritórios dos advogados investigados. Arges, Ildeu e um servidor da Polícia Federal tiveram prisão preventiva decretada. Outro servidor teve prisão temporária decretada.

Andrea Neves foi intimada a prestar declarações. De acordo com a Polícia Federal, ela deve se apresentar na sede da corporação no Rio de Janeiro.

 

Fonte: G1||