O governador de Minas Fernando Pimentel (PT) decidiu não sair candidato ao Senado, como muitos cogitaram. Ele pensou na possibilidade, tendo em vista uma difícil eleição que se aproxima. Mas resistiu à ideia e irá permanecer à frente do Palácio da Liberdade até o dia 31 de dezembro.

Mas a decisão não significa que ele disputará a reeleição. Essa definição será tomada pelo petista até meados de junho. Por isso, o cenário eleitoral em Minas permanece incerto.

Pesquisas de intenção de voto de diversos partidos mostram Pimentel à frente, mas com percentuais que vão 18% a quase 30%, considerados baixos, tendo em vista que se trata de uma reeleição. Marcio Lacerda (PSB), ex-prefeito de Belo Horizonte, está na segunda colocação. Ele coloca-se como terceira via. E o senador Antonio Anastasia (PSDB), que foi lançado como grande aposta dos tucanos para reaver o Estado, ainda não empolgou a ponto de tirar a liderança de Pimentel e desbancar Lacerda. Mas, na corrida, estão todos colados.

A rejeição também chama a atenção. Pimentel e Anastasia são os mais rejeitados pelo eleitor.

MDB
Nesta segunda-feira (26) o MDB comemorou, em Minas, 52 anos com a marca da legenda nos últimos anos: a divisão interna. Teve muito oba-oba pela candidatura própria. Mas o que todos dizem nos bastidores é que os caminhos do partido estão atrelados à decisão de Pimentel de disputar ou não a reeleição.
Se o petista sair candidato, o MDB fará nova dobradinha com a legenda. O presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, seria o vice. Caso contrário, estaria aberta a real possibilidade de candidatura própria.

Gafe
A gafe no evento que reuniu caciques do MDB ontem na Assembleia Legislativa ficou a cargo do vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho. Para defender o governador Fernando Pimentel, Ramalho disse que o Estado não quebrou com a gestão do petista. “O Estado vem quebrando há 30 anos”, afirmou. O problema é que estava na mesa ao lado o ex-governador Newton Cardoso, que justamente geriu a administração mineira em parte desse período.

Tietagem
O ex-governador Newton Cardoso foi surpreendido pela presença das duas filhas no lançamento do livro-biografia dele ontem na Assembleia Legislativa. Elas aproveitaram o evento em comemoração aos 52 anos do MDB para tirar fotos com o livro sobre o pai.

Hostilizados
O ex-ministro Gilberto Carvalho (PT) e o vereador Arnaldo Godoy, do mesmo partido, foram hostilizados pelos frequentadores do bar Mercearia do Lili, no último sábado à tarde em Belo Horizonte.

Quem esteve presente ouviu consumidores gritarem “bandido”, “ladrão”, “fora PT”. Os dois reagiram dizendo que Aécio Neves (PSDB) é que era corrupto. Mas não teve jeito. Tiveram que deixar o local tendo em vista os ânimos exaltadíssimos. Ao saírem, ouviram gritos de: “Bolsonaro, Bolsonaro”.

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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