A reunião da Câmara de Formiga dessa segunda-feira (3) começou com pelo menos 30 minutos de atraso, o que nessa legislatura já se tornou costume, apesar das manifestações de quem acompanha as reuniões no plenário, por rádio ou internet. Mas esse foi o menor dos problemas do dia.
Após a aprovação de projetos de doação de terreno, do convênio entre Santa Casa e o município e outros, todos por unanimidade, a próxima deliberação seria ao veto do prefeito Moacir Ribeiro ao projeto 017/2013. A proposta, assinada por vários vereadores, dispõe sobre a proibição do nepotismo no âmbito da administração pública nos poderes Executivo e Legislativo.
O vereador Evandro Donizete da Cunha (Piruca/PSB) se ausentou da reunião por motivo de viagem para tratamento médico ? como consta na pauta, e com a saída repentina (pela terceira semana consecutiva), do presidente da Casa, Josino Bernardes/ PSC, por volta das 16h, a intenção da maioria foi prejudicada.
Josino explicou: ?Antes de dar prosseguimento na reunião, eu quero comunicar aos senhores que eu tenho que me ausentar. Vai ser apreciado o veto e eu como sou favorável ao veto, estou impedido de votar.?
Mauro César solicitou que o presidente ficasse na reunião, para que ele [Mauro César] votasse, mas Josino Bernardes saiu mesmo assim.
Mauro César assumiu a cadeira de presidente, já que Josino e o vice-presidente da Casa (Piruca) se ausentaram, e em comum acordo com os demais vereadores, optou por encerrar a reunião. Por se tratar de análise de um veto do prefeito, são necessários, pelo menos, 7 votos para derrubá-lo, ou mantê-lo.
Além disso, Mauro César propôs o trancamento da pauta, para que novos projetos só voltem a ser analisados pelos vereadores, quando o veto do prefeito passar por votação.
O lenário da Câmara estava mais uma vez lotado e os presentes ficaram revoltados com a postura do presidente Josino Bernardes.
Os vereadores tentaram retomar a reunião, mas o vereador José Aparecido Monteiro (Zezinho Gaiola/PMDB), mesmo com pedidos de parte da imprensa e de membros do Observatório da Política Formiguense, preferiu não voltar, apesar de se declarar a favor de derrubar o veto.
?Sou contra o nepotismo, mas não vou descer não. Isso aqui está uma baderna danada, está uma zona. É gente querendo passar por cima dos outros e isso pra mim não é homem. Não entendi porque interromperam a reunião. Vira aquela baderna lá em baixo e é por isso que eu não vou descer, eles podem votar lá sem mim. Eles não procuram saber como é o assunto, e fica assim, a Casa da Mãe Joana, disse Zezinho.

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