Em até 30 dias todas as 4 mil câmeras externas de agências bancárias de Minas Gerais poderão ser monitoradas pela Polícia Militar (PM).

A iniciativa, fruto de um acordo entre as forças de segurança e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinado na manhã desta quarta-feira (31), visa a coibir crimes que ocorrem em instituições financeiras, como a “saidinha” e as explosões de caixas eletrônicos.

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Giovanne Silva, este é o primeiro termo de cooperação do país firmado para garantir o acesso às imagens das fachadas de agências. “Até agora, para conseguirmos ver as filmagens temos, muitas vezes, temos de fazer um pedido judicial. É um processo muito demorado que será simplificado”, explica. O investimento na parceria é de R$ 4 milhões.

“Vai facilitar não só a investigação de explosão de caixas eletrônicos, mas de qualquer outro tipo de delito que possa ocorrer na área das câmeras. Por exemplo, se percebermos um aumento de furtos naquela região, será possível, por meio das imagens, montar uma operação policial que prenda os autores ou previna que o crime aconteça”, detalha o comandante. 

Funcionamento 

A visualização, no entanto, não será em tempo real para todos os equipamentos de segurança e funcionará por demanda. Os militares da sala de situação da PM, que monitoram 24 horas por dia câmeras como as do Olho Vivo em todo Estado, pedirão às empresas que operam os aparelhos para fornecerem as filmagens de agências escolhidas que, a partir daí, poderão ser acompanhadas ao vivo. Também será possível ver o histórico das câmeras, em casos de investigação.

Mesmo sendo necessária a permissão por parte das operadoras, o coronel Giovanne Silva garante que a polícia poderá agir imediatamente. O representante da Associação de Bancos de Minas Gerais e da Febraban, Edmar Campos, explica que, mesmo em cidades pequenas, as empresas que fornecem as câmeras de monitoramento têm sede nos grandes centros e funcionam a todo momento. “A imagem será disponibilizada no mesmo instante”, afirma. 

O convênio é um projeto piloto no país e pode ser expandido para outros estados e também para as demais forças de segurança, como as polícias Civil e Federal, conforme o representante da Febraban. As câmeras internas das agências, porém, seguem sem acesso direto. “Nós temos problemas de links com os equipamentos e também questões jurídicas porque é complicado filmar a movimentação em caixas eletrônicos no interior das instituições”, diz.

 

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Hoje em Dia